quarta-feira, 9 de março de 2016

#Diário da Mudança ~1~

Boa noite, povo lindo do meu Braseeelzão!

Finalmente está acontecendo, galera! Hoje a mudança começou pra valer, a ficha caiu de vez, tô tendo uma trabalheira danada e tô muito feliz! E pra contar pra vocês como as coisas estão acontecendo, decidi fazer essa série sobre a mudança em si - que não vai ser tão grande, mas vai ser boa pra realmente contar em forma de diário. Então ~bamos~.

Desde o início das minhas férias estou na correria, com tudo acertado, compras finais sendo feitas, etc. Há quinze dias atrás, já comprei minha cozinha (que vai render um post só pra ela :v), e também a cerca de quinze dias atrás meus sogros compraram a geladeira. Há uma semana atrás meus padrinhos me deram um banho de loja, com direito a lavadora de roupas e muuuuitas louças lindas (não vejo a  hora de arrumar tudo e mostrar tudo aqui <3). E no domingo, minha mãe me levou pra escolher o fogão. O microondas, a mesa, a sala e a estante de livros já estavam comigo, assim como a cama e a cômoda imensa do Abê, que se tornará minha nova penteadeira. O guarda-roupa será presenteado pelo meu pai. Resumindo, eu já tinha praticamente tudo, e aguardava apenas a chave do apartamento.

MAS A VIDA É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS!

Em pleno domingo e com boa parte das coisas já nas caixas, ficamos sabendo que não poderíamos ficar no apartamento - devido a problemas pessoais e familiares gravíssimos que não convém eu mencionar aqui, a atual inquilina não tem previsão para deixá-lo. Ou seja: ou esperávamos um tempo indeterminado para fazer nossa mudança, desperdiçando o precioso tempo  das minhas férias (e o que eu menos tenho é tempo pra desperdiçar...), ou corríamos atrás de algo legal, rápido e dentro das nossas possibilidades. Então partimos procurar.

Mas não, não foi fácil assim. Pra começar, foi muito frustrante ver nossas coisas encaixotadas, tudo pronto, tantos presentes, e não termos pra onde ir. No primeiro dia de procura (segunda-feira), desanimei com tudo após visitar duas imobiliárias. Gostei de um apartamento, mas a burocracia para alugar pelas imobiliárias é tão grande, que me tirou do sério. As imobiliárias pedem dois fiadores, gente! DOIS FIADORES! Isso me fez desistir por vários motivos. 1)Eu trabalho feito égua justamente pra não ter que depender dos outros; 2) Mesmo com fiadores a documentação passa por análise, então você tem que encher o saco e comprometer duas pessoas pra te ajudar, fazer toda uma correria em cartório, gastar o que não tem, passar por vários dias de espera e expectativa, e ainda correr o risco de ter a documentação negada e não conseguir o imóvel; 3)Se é pra passar por toda essa burocracia típica dos BR's e aguentar toda essa palhaçada, então eu compro um imóvel, ao invés de alugar. Vlw flw.

Mas como sempre a sorte foi minha amiga, e já no segundo dia de procura(terça-feira, ou seja, ontem. Dããã.), quando decidimos chutar o pau da barraca e procurar aluguéis direto com o proprietário (sério, já estávamos passeando de carro, procurando plaquinhas de "aluga-se" xD), o jogo virou. Graças a uma indicação do meu tio, que trabalha fazendo fretes e portanto conhece muuuuita gente, ficamos sabendo de alguém que tinha imóveis e alugava direto, apenas com o primeiro aluguel adiantado (o popular "calção") e um contrato registrado em cartório. Aí ontem mesmo visitamos a casa, fechamos o negócio, e hoje mesmo pagamos o valor pedido e pegamos o chave. E é por isso que estou em estado de graça, galera!

A casa é a coisa mais lindinha do mundo! Pequena, mas bem dividida e arrumadinha, construída com bom gosto, um mimo! Assim que entrei dentro dela, mil ideias surgiram na minha cabeça, como se um botão "start" tivesse sido acionado. Hoje mesmo já levamos algumas coisas e fiz uma mini-faxina... mas isso é assunto para o próximo "Diário da Mudança". :)

Por hoje, fiquem com algumas fotos da minha #FelizCasaNova, ainda sem móveis e sem decor. Em breve vocês verão ela prontinha! :D







Só quem já passou por isso sabe o quanto estamos felizes e ansiosos! ^.^

terça-feira, 8 de março de 2016

O dia em que encaixotei os livros

Você não percebe o o tempo passar. Sente vontade, corre atrás, batalha com todas as forças pra conseguir. Mas a transição dói. E a ficha... ah, essa só cai no dia em que você começa a encaixotar sua vida. Pedaços da sua história, reflexos seus que te acompanharão em uma nova jornada, deixando pra trás um antigo ciclo, abrindo mão do aconchego materno para conseguir aquilo que todo mundo precisa: a independência. A capacidade de dirigir a própria vida.

Você não percebe a dimensão disso, enquanto está apenas se preparando, gastando seu salário em traqueiras de decoração, ou mesmo colocando na ponta do lápis as alegrias e as dificuldades dessas novas batalhas que se iniciam -  batalhas sem roupa lavada e comidinha pronta na mesa todos os dias. Você não percebe realmente a dimensão de tudo, nem mesmo quando sua tia a presenteia com uma lavadora de roupas, sua sogra com uma geladeira, e sua mãe com um fogão. Nem mesmo quando seu pai se oferece para instalar o chuveiro e as tomadas. O bichinho só te pica, mesmo, quando uma pilha de caixas de papelão e jornais invadem seu quarto, engolindo tudo que está ali e te acompanhou durante sua vida inteira.

E na vida, essa deve ser a única felicidade que dói. A felicidade de evoluir, e ao mesmo tempo morrer um pouco. A felicidade de enterrar de vez a infância, e dizer olá para a difícil vida adulta. Aquilo que você só se dá conta no derradeiro dia de "encaixotar", de guardar sua coleção de livros em uma enorme caixa de panificadora, sabendo que só os verá novamente em uma nova casa e uma nova estante, em uma sala que terá a sua cara e muito pouco da sala em que você passou as manhãs vendo desenho animado e as tardes jogando videogame com seu pai.

Conforta saber que se está longe, mas se está perto. Que a antiga porta estará sempre aberta, assim como a sua. Que tudo isso não é um fim, mas sim um delicioso e necessário recomeço.

Então tenha coragem. Encaixote seus livros, sem medo de desembrulhá-los e colocá-los na nova estante. :)




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Eu tô pirando!


Quando decidi fazer a "reforma" do blog, uma das minhas ideias era usá-lo quase como um "diário" mesmo, contando tanto coisas boas quanto coisas ruins, e a minha forma de lidá-las. Por isso que hoje vim aqui: para dizer que NÃO TÁ FÁCIL!



Vocês já passaram por alguma situação em que o tanto de coisas acontecendo era tão grande, que o cérebro começou a dar lag? Eu tô nessas desde outubro do ano passado, quando eu e o Abê (meu mors <3) comunicamos nossos planos à família. Eram tantas dúvidas quanto ao local escolhido e os trâmite$, que tinha dias em que eu tinha vontade de chorar. Depois que definimos o local e acertamos as coisas com o locatário, fiquei mais tranquila - mas não 100%, óbvio. Quando uma ansiedade termina, começa a outra.

Esperar é a coisa mais chata do mundo, galera, e a gente passa a vida inteira esperando as coisas. Esperamos nove meses para nascer. Esperamos o primeiro amor. Esperamos o pagamento cair na conta. Esperamos a fila do cafezinho andar. Err. Aliás, eu acho que a vida é exatamente isso, uma imensa fila para as coisas acontecerem, com só uma pessoa atendendo e senhas que chegam ao número 12215.85795947.167248975zzz. 

Estou na fase de já comprar os móveis, de calcular as contas, de me preocupar com coisas que a gente não se preocupa quando ainda está na casa dos pais (tipo a quantidade de tomadas, como comentei no último post). Aí você quer fazer tudo, quer comprar tudo que imagina que vai ficar lindo no seu cantinho, mas ao mesmo tempo tem que segurar a periquita gastadeira, porque os primeiros meses em uma casa nova são os mais apertados. Tenho sorte por ser pão dura, ter pânico de cartão de crédito e só comprar à vista, porque se eu comprasse por impulso, já estaria enforcada até 2020 :v. 

E, voltando ao assunto "esperar", é mega chato esperar pra pegar a chave. E olha que com a gente vai ser infinitamente mais fácil, porque vamos alugar o apartamento do meu pai e direto com ele, então já não teremos que lidar com a burocracia das imobiliárias. A espera está só pela inquilina atual deixar o imóvel (que deve ocorrer nas próximas duas semanas). Mas é impressionante: quanto mais próximo está, parece que mais demora.



Mas, enfim, contei tudo isso pra desabafar, porque essa ansiedade interferiu em tudo - e eu ainda tenho que lidar com esse calor insuportável (odeio), conciliar família, faculdade e um trabalho puxadíssimo, que me toma inclusive os finais de semana :(. E com toda essa loucura, os mais prejudicados foram o blog e as minhas fics. Eu simplesmente não consigo me concentrar em mais nada, e até mesmo as redes sociais ficaram um pouco abandonadas. Eu tinha ideia de terminar a fic que escrevo atualmente até o final de 2015 e já entrar 2016 postando ela - mas já estamos no final de fevereiro, e até agora nada :C. E como sou do tipo que escreve com o coração e não aceita entregar algo meia boca, não tem jeito: vai demorar. Enquanto eu estiver pirada a ponto de fazer coisas estranhas (como esquecer o celular em casa, ligar a torradeira e esquecer de colocar o pão, tentar pagar as compras com o cartão de vale transporte, etc...), não vai ter história nova. A boa notícia é que, assim que a mudança ocorrer e eu conseguir organizar as coisas, tenho certeza que minha criatividade volta. E o bom é que vou estar de férias, então terei bastante tempo pra colocar tudo em dia. ;)

É isso por hoje, amores. A você que conseguiu ler essa choradeira até o final, meu mais sincero muito obrigada. Eu precisava compartilhar esses sentimentos. E se alguém aí já tiver passado por situação semelhante, me conte e me mande dicas de como passar por toda essa inquietação, hehehe.

Xoxo. :*

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Novidades e férias

Geeeentiii, tô viva.

Sim, eu sumi de novo. Sim, essa é minha primeira postagem de 2016 (que vergonha). Sim, vocês nem devem mais lembrar que eu existo.



Galera, me desculpem. É que 2016 começou me dando chutes na bunda pra me empurrar pra frente - e deu certo. Estou com dias contados para o início das minhas férias (aêêê! \o/) e quase contados para a minha mudança, e só agora consegui dar uma relaxada e aparecer por aqui (mas obviamente estou fazendo isso correndo... :v). Tenho uma tonelada de coi$a$ pra resolver, muita ansiedade e pouco tempo, mas acho que agora vou conseguir compartilhar isso com vocês. :)

Bom, vou começar contando umas coisinhas: eu e meu namorado, em um primeiro momento, pensamos em comprar um apartamento. Chegamos a olhar alguns e eleger um preferido, que está na planta e seria entregue no final desse ano. Porém entretanto todavia , sempre ficava a dúvida se uma casa não seria melhor, onde pudéssemos ter um quintal, uma piscina e bastante espaço. E como um financiamento de apartamento é algo definitivo e pesado demais pra se fazer com dúvida... estagnamos a ideia e começamos a procurar casas, sem compromisso.

Só que, gente... se você não se mudou ainda, não passou por todo esse processo ainda, não sabe o quanto essas decisões são difíceis. São muitos gastos, muitas coisas a considerar, de coisas simples como a posição das tomadas, até a quantidade de quartos se baseando na quantidade de filhos que se pretende ter. Err. E encontrar algo que te satisfaça em tudo e atenda suas necessidades é difícil, e fazer obra em uma casa já pronta dá tanto (ou mais) trabalho e gasto do que construir uma casa inteira.

E essa foi nossa solução: aguardar um tempo para levantar uma grana considerável, comprar um terreno bacana e bem localizado, e construir uma casa do nosso jeito, com todas as doideiras que a gente quiser.



"Mas, como, Letícia? Como é que você está com os dias contados para a mudança, então?" , "Desse jeito vai casar só aos oitenta anos..."



Não, caras pálidas. A mudança vai rolar rapidinho, porque decidimos alugar um apartamento, enquanto isso. Um apartamentinho lindo, não muito grande, porém muito confortável, muito amorzinho, e que vai nos acomodar perfeitamente até darmos a largada para a construção da nossa casinha. Então vocês conseguem imaginar o quanto eu estou enlouquecendo, né? xD

Mil ideias (e execuções) para mobília e decoração, mil contas na calculadora e na ponta do lápis, e um milhão de planejamentos dessa nova etapa... ao mesmo tempo um coração apertado de ansiedade, de saudade antecipada, do medo natural de se iniciar um novo ciclo, completamente diferente do que já se viveu. Mas, por sorte (ou destino), saio de férias dia 3 de março, então, além de descansar, vou ter tempo pra fazer o que quero, me cansar e me divertir horrores. Não vejo a hora, gente.

Assim que a loucura começar (se é que já não começou...), pretendo compartilhar tudo em tempo real pelo Instagram e pelo Twitter (segue lá),  e reunir tudo que rolar em posts aqui. Me desejem sorte! :D