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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Top 5: animes incríveis


Boaaaa noite! :D

Gente, estou muuuito cansada. Sério, passei essa semana todinha me sentindo miserável, não consegui nem comer direito, tamanho o meu cansaço (!). Hoje estou de folga e conseguindo recuperar as minhas energias, e decidi escrever sobre um dos meus assuntos favoritos, aqui: Animes. ^.^

Essa lista, ao contrário das outras, não está em ordem de preferência. Fiz diferente dessa vez, e cada um dos animes listados foi "campeão" em uma categoria diferente. Tipo o meu próprio Oscar, sabe? Ahém. Foi difícil escolher, e várias séries que adoro ficaram de fora. Apreciem:

Anime do coração: Naruto


Eu posso ver mil animes, mas esse sempre vai ser o mais especial. Explico: Naruto não tem a história mais intelectualizada do mundo. Nem a mais dinânica - pelo contrário, a quantidade absurda de fillers foram justamente o que fizeram a história atingir doze anos. É enrolado, é clichezento e causou muitos facepalms durante sua duração. Mas a quantidade de facepalms não foi maior que a de olhos brilhando e torcida fervorosa. Tem coisa meia-boca, mas também é viciante. Tem personagens cativantes, tem muuuito romance SIM (a quantidade de possíveis casais por metro quadrado é infinita, em Konoha) e, principalmente, tem toda uma geração que cresceu assistindo, e o adora. Por ter apresentado para mim o universo dos animes e me mantido apaixonada até hoje, nada vai roubar o lugar de honra que Naruto tem no meu coração. <3

O melhor dos melhores: Death Note



Gente, o fascínio que esse anime me exerce é inexplicável. Toda vez que falo/vejo/escrevo qualquer coisa sobre ele, me dá vontade de assistir tudo de novo. E gente, a coisa é grave: já assisti umas cinco vezes, e nuuunca me canso! Tenho camiseta, tenho almofada, tenho o Death Note e até já me "fantasiei" de Misa-Misa, e cada vez quero mais e mais. Death Note tem absolutamente tudo: Tem uma história inteligente, tem mistério, tem suspense, tem personagens carismáticos (gente, eu sou apaixonada pelo L), tem um anti herói que você não sabe se ama ou odeia, tem momentos de frio na barriga, tem cenas de tirar o fôlego, tem uma trilha sonora pesada e tudo a ver com a série... esse é insuperável, e em relação à história, é com certeza o melhor anime que já assisti. Só falta um liv action que realmente faça jus a ele (difícil). E se você não assistiu ainda, faça isso imediatamente.

O mais cativante: Nana


Nana foi, sem dúvida, minha melhor surpresa de 2015 até agora. Sabe aquele anime/filme/série/livro/*insira sua opção aqui* que você sempre ouviu falar, mas por algum motivo nunca deu muita bola e, quando finalmente se rendeu, ficou se odiando por não ter dado uma chance antes? Assim foi com essa obra fantástica. Conheci Nana em uma fase em que achava tudo tão chato que estava só repetindo os animes que já tinha assistido, e ele resgatou meu gosto por conhecer histórias novas. As protagonistas são maravilhosas, as situações são cotidianas, todos os personagens são "gente como a gente" (ou seja, típicos anti heróis), você não consegue parar de assistir. E mesmo se não fosse tudo isso, a trilha sonora lindíssima o salvaria. <3 Quero continuação de Nana, djá!

O mais amorzinho: Clannad



O motivo para a escolha deste foi:::::::::::::::::: overdose de açúcar. Clannad é simples e lindamente triste: tem uma mocinha tímida e com problemas de saúde, tem um protagonista com uma vida difícil (que faz com que a gente tenha vontade de abraçá-lo), tem amigos que se afastam e se reencontram, tem muuuuuitas cenas pra nos fazer chorar, tem um toque de surrealismo... Clannad tinha tudo pra virar um dramalhão maçante, mas a história é tão bem contada e o casal principal é tão bonitinho, que se salvou com louvor e conquistou uma legião de fãs. E a musiquinha dos dangos nunca mais vai sair da sua cabeça.

O mais sexy: Vampire Knight


Vampire Knight é como os animes anteriores: tem boa história, tem personagens cativantes, tem novidades bombásticas a cada capítulo. Mas há uma coisa que o torna único: a sensualidade irresistível, e isso sem precisar mostrar peitos, calcinhas, ou qualquer cena de sexo explícito. Vampire Knight tem o casal (de vampiros e irmãos <3) protagonista mais sexy que já vi em um anime, e não  são só eles: Zero, a outra ponta do triângulo amoroso, e também todos os outros vampiros lindos, tanto os meninos quanto as meninas, parecem ter sido desenhados especialmente pra balançar nossos hormônios. Delicie-se com a trama, mas não esqueça o babador. Ahém.

Menções honrosas: Code GeassSteins Gate



Fiz essa menção porque esses dois animes são fantásticos e não poderiam ser deixados de fora da minha lista de "preferidos", mas não consegui criar uma categoria específica pra cada um. São duas histórias bem diferentes: Code Geass bebe na mesma fonte de Death Note e traz um protagonista que quer mudar o mundo, nem que pra isso tenha que brincar de Deus. Também tem batalha de inteligência, a diferença é que também tem lutas físicas, todo um fundo histórico, e o anti herói tem aliados incríveis; Já o tema de Steins Gate é viagem no tempo, e ainda não encontrei outra série no mesmo estilo que seja tão boa como essa. Tem muitas voltas e reviravoltas, tem drama, tem comédia e tem romance, além de suas muitas cenas comoventes. Os dois animes não estão no rol dos mais conhecidos, mas são excelentes e vale a pena ver. ;)

E o troféu vergonha alheia vai para... Diabolik Lovers!



Eu nem ia colocar essa categoria e nem pretendia mencionar esse anime no blog, mas não deu, kkkkkkkkkkkk. Nem me lembro como cheguei a Diabolik Lovers, mas lembro que cliquei pra assistir pensando que seria algo parecido com Vampire Knight... gente, que blasfêmia <o>. Desde Peach Girl um anime não me irritava tanto. A protagonista não chega a ser tão irritante quanto a Momo, mas também não chega nem perto de ser carismática. Os vários homens da série (que é um harém masculino) são bonitos, mas também não tem o magnestimo que um Kaname e um Zero tem pra dar e vender. O anime é curto (se não me engano são doze episódios, cada um com cerca de quinze minutos), e deixa a sensação de não mostrar nada além de uma pobre garota sendo chupada e mordida (ui) por um monte de caras o tempo todo, só que no mal sentido. As cenas acontecem quase em sequência e, ao contrário de nos dar arrepios (como as da sortuda Yuuki, de Vampire...), são tão excessivas que viram um tédio total. E não basta serem previsíveis: algumas são violentas, e fiquei muito desconfortável vendo aquela garota totalmente vulnerável, com expressão sempre amedrontada, sempre sem chance de defesa contra os vampiros covardões que não a deixam em paz (além de um crush dela que nem lembro o nome, mas é um baita babaca e, além de mordê-la, passa o tempo todo gritando que ela é só dele). O que me deixou mais chateada é que a série tem vários ganchos bons, que poderiam ter sido bem aproveitados e resultado em um anime ótimo, se não tivesse se perdido no meio de tanta apelação. Totalmente esquecível.


Ufa! O post ficou longo, mas gostei muito de fazer :D. O que acharam? Agora me contem como seria, se vocês também fizessem um "Oscar para animes" :v.

Beijinhos. :*

domingo, 26 de julho de 2015

Livro: Laços Inseparáveis

Yaaaaeeey!
Nesse bendito domingo, estou de folga. Mas ao invés de sair, decidi ficar quietinha em casa (ainda tenho muuuuita coisa a fazer, por aqui), e aproveitar pra blogar um pouco. E trouxe uma resenha quentinha pra vocês, de um livro que terminei de ler essa semana: Laços Inseparáveis, da Emily Giffin.



(ATENÇÃO: ESSE TEXTO CONTÉM SPOILLERS)Diferente das outras histórias da Emily, essa não tem o romance como foco principal, mas sim as relações familiares - ou, melhor dizendo, a relação entre mãe e filha, mas de uma maneira bem diferente. Aos trinta e seis anos, a produtora de televisão Marian Caldwell parece ter uma vida perfeita em Nova York: ela é rica, tem sucesso no que faz, e um namoro firme com Peter, seu chefe gentil, inteligente e carinhoso. Mas algo parece estar faltando na vida de Marian. Ela sente a vontade de se casar e ter filhos bater, e em uma noite qualquer, toca no assunto com Peter, que não  reage com o entusiasmo que ela esperava. Após a decepção, ela vai pra casa acreditando que a noite acabou, mas o que ela menos esperava acontece: 
a jovem Kirby Rose bate em sua porta. Com nada além de uma mochila nas costas, um olhar inseguro e uma frase que muda tudo: "Eu acho que você é minha mãe". Kirby é nada menos que a criança que Marian gerou, pariu e entregou para adoção há dezoito anos atrás.

A história é narrada alternadamente por Marian e Kirby, e contada de um jeito tão delicado quanto a situação apresentada. Kirby é uma jovem esperta e ama sua família tanto quanto esta a ama, mas parece não se encaixar em lugar nenhum. Kirby se compara com sua irmã mais nova, Charlote, que é filha biológica de seus pais e, apesar de adorável, é o tipo de garota tão "perfeita" que faz a insegura Kirby se sentir desconcertada. Ao completar a maioridade, ela tenta calar os sentimentos que a deixam inquieta ao procurar sua mãe biológica e conhecer um pouco de seu passado. Marian, por outro lado, faz uma viagem no passado ao relembrar o namoro com Conrad, o pai biológico de Kirby, a desastrada ocasião em que ficou grávida (e, puta merda,que azar, hein...), e a confusão de sentimentos que fizeram com que não só entregasse a filha para outra família, mas também cometesse o gravíssimo erro de não contar nada a Conrad sobre a gravidez. Com a inesperada chegada de Kirby, Marian se vê cara a cara com um passado que tentou varrer para debaixo do tapete, sem sucesso. Ela fica feliz ao ver sua filha bem criada e saudável, mas ao mesmo tempo se arrepende de não ter ficado com ela. E tudo fica mais difícil quando Kirby exige que as duas encontrem Conrad e o contem a verdade, ainda que com dezoito anos de atraso.

Esse livro me surpreendeu para melhor. É uma história que tinha tudo para ser açucarada demais e repleta de clichés, mas ao contrário disso, é sensível, totalmente verossímil e nada cansativa. É fácil imaginar o quanto a situação é difícil para Art e Lily, os pais adotivos de Kirby que a criaram com todo o amor, mas também é fácil entender os sentimentos da menina, que passa por uma fase complicada e precisa ir em busca de sua origem. Marian, por sua vez, seria  alguém muito fácil de julgar, mas ela se revela uma pessoa tão meiga e frágil por trás da casca de celebridade, que no final das contas nos desperta vontade de abraçá-la. Eu tenho seis anos mais do que Marian tinha na história, quando engravidou de Kirby, mas ficaria tão apavorada quanto ela, se um bebê viesse assim, de um jeito tão inesperado. Se esse pânico bate até em pessoas adultas, imaginem em uma adolescente! Eu sempre acabo me repetindo nesses discursos, mas uma mulher solteira que engravida por "acidente" sempre vai ser julgada, seja qual for sua decisão: se ela tiver a criança, poucos vão realmente valorizar o esforço dela; se der para a adoção, vai ser a "desnaturada que abandonou o filho" e ter que conviver com isso para sempre, mesmo que se preocupe em dar o bebê a uma boa família, assim como Marian fez; se ela abortar, então, nem se fala... é uma cruel assassina de bebês... ¬¬. Talvez seja por enxergar essas coisas, que entendi a Marian e pude "perdoá-la" antes que os personagens fizessem isso. A única coisa que não engulo, foi ela não ter contado ao Conrad, principalmente porque ele se mostrava responsável e disposto a apoiar qualquer decisão que a namorada tomasse. Concordo com o pai da Marian e com o Peter: ela não tinha o direito de esconder de um homem que ele seria pai, por mais jovens que os dois fossem.

Com a Kirby, me identifiquei mais ainda. Eu sou filha biológica dos meus pais e fui planejada e "tentada" durante cinco anos (coitados, kkkkkk), mas me identifico com ela na parte do não se sentir encaixada em nenhum lugar, porque me senti assim durante toda a minha adolescência e, acreditem, às vezes me sinto assim até hoje. Kirby é uma garota com dúvidas, um excesso de pensamentos que chegam a deixá-la tonta, não sabe e provavelmente nunca saberá o que quer mesmo da vida, e ninguém realmente a entende, por mais que a amem. Mas ela, mesmo sendo tão tímida, tem uma coragem digna de assovios. Poucas pessoas fariam o que ela fez: descobrir o endereço da mãe biológica que a deixou e simplesmente ir procurá-la, sem ter ideia do tipo de pessoa que encontraria, e correndo o risco de levar uma impiedosa batida de porta no nariz. Mas é ao conhecer o pai biológico, Conrad (e ter uma cena lindíssima e emocionante com ele), que Kirby finalmente se sente a vontade, e fica claro de quem ela herdou o espírito livre e a natureza desencanada que tanto desagrada os adultos. Conrad é um homem incrível, mente aberta, uma personalidade fantástica. A raiva que ele sente de Marian ao saber de tudo é óbvia e justa, mas não demora muito para que ele se apaixone pela filha e abra seu coração para ela.

Eu realmente amei esse livro, me apaixonei pela maneira como Emily Giffin conseguiu escrever essa história, fazer com que ela cativasse e não ficasse forçada em nenhum momento - nem mesmo perto do final, quando as duas famílias de Kirby se encontram. Foi uma linda experiência ler Laços Inseparáveis e fiquei feliz por ter dado essa segunda chance à autora, após ter me decepcionado um pouco com Presentes da Vida - que é a sequência de O Noivo da Minha Melhor Amiga (sim, o que originou o filme, mas a história da Darcy é muito inferior à da Rachel, infelizmente). A história da Marian e da Kirby me ajudou a fazer as pazes com essa ótima escritora de chick-lit, e me deu vontade de ler mais livros dela. Vocês tem algum para me indicar? E esse, vocês leram? Gostaram? Me contem nos comentários. =)

Xoxo. :*

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Filmes da minha vida - parte 2

Heey, gente.
Estou meio baratinada de ver que maio já está quase no fim. É bizarro, parece que o ano estava começando ontem, no entanto já fiz aniversário e estamos quase no meio do ano. Enfim... todo ano é isso, aueuahuehauea. Pelo menos meu ano está valendo muito a pena. Como está o de vocês? :)

A pouco tempo atrás, fiz um post listando os 3 filmes mais "fortes" da minha vida - ou seja, aqueles que me deixaram com mil nós na garganta, litros de lágrimas nos olhos e muito o que refletir. Porém, percebi que aqueles não foram os únicos, e não seria justo listar só eles. E assim nasceu essa "parte 2". Apreciem - e assistam.

3)O segredo dos seus olhos

(2009, Argentina, dirigido por Juan José Campanella).

Sinopse: O ex-servidor da Justiça Benjamin Esposíto (Ricardo Darín) aproveita seu tempo livre para escrever um livro. Se inspira em um brutal e real caso de estupro seguido de morte, investigado por ele 25 anos atrás. Através das lembranças a que Benjamim recorre para escrever seu livro, conhecemos a saga dele para desvendar o culpado, e o terrível desfecho de tudo.

Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, esse filme é excelente. Cheio de cenas fortes e situações comoventes, é do tipo de filme que te faz pensar, e ao mesmo tempo dá uma sensação de impotência. Muita gente vai se identificar com a indignação e sensação de impotência de Benjamin e Irene (Soledad Villamil), na cena em que os dois pegam o elevador junto com o culpado do crime. O gosto de impunidade é de arrepiar. Mas a melhor cena - e que causa muita discussão - é a do desfecho. Apenas assistam.

2)O curioso caso de Benjamin Button

(2008, EUA, dirigido por David Fincher).

Sinopse: Em 1918, Benjamin Button (Brad Pitt) nasce com uma rara condição - sua aparência é completamente envelhecida, o que faz com que seu pai pai (Jason Flemyng) o abandone. Benjamin é criado por Queenie (Taraji P.Henson) em um lar para idosos, e vive uma vida intensa e incrível, ficando mais jovem ao longo dos anos, enquanto todos ao seu redor envelhecem.

A história é narrada por Daisy (Cate Blanchett, maravilhosa), o grande amor da vida de Benjamin - ou melhor, pela filha dela, que lê o diário do protagonista para a mãe, no leito de morte. Há uma palavra para descrever esse filme - fascinante! Como pode se sentir, alguém na situação de Benjamin? Isso é registrado em seu diário, onde ele conta todas as escolhas impulsivas que fez, e que fizeram sua vida valer a pena. Benjamin vê amigos morrerem, conhece o amor incondicional com sua mãe de criação, e a paixão verdadeira e arrebatadora com Daisy, que no final, me fez chorar litros com a sua atitude comovente e inesperada, já que até então ela parecia fútil. É a melhor definição de amor que já vi em um filme, nessa história que é linda e genial em tudo. 

1)Ensaio sobre a cegueira

(2008, Brasil/Canadá/Japão, dirigido por Fernando Meirelles).

Sinopse: Em um dia comum de uma cidade grande, o trânsito é subitamente interrompido quando um homem, sem motivo aparente, fica cego e grita por ajuda. Uma por uma, cada uma das pessoas que vão tendo contato com ele e entre si é contagiado pela mesma cegueira branca. Quando a coisa fica muito séria, o governo isola os cegos em um antigo sanatório, e então a esposa do oftalmologista (interpretada por Julianne Moore), a única que não foi atingida pela misteriosa doença, mantém sua condição em segredo e se infiltra no lugar, onde os ajuda enquanto o verdadeiro horror se espalha.

Mal acreditei quando me dei conta de que este filme não estava na primeira lista. Eu simplesmente não me canso dele! A obra do brasileiro (orgulho <3) Fernando Meirelles, baseada no livro de José Saramago, tem absolutamente tudo na medida, ainda que de maneira sutil: drama, horror, romance, até aventura. E é chocante ter essa noção de como as pessoas se comportariam, em uma situação apocalíptica. Abuso de poder, racismo, misoginia, estupro... está tudo ali. Ainda assim, há momentos lindos e comoventes (como quando todos os cegos se reunem em torno de um radio de pilha, felizes), em momentos de "revanche" em que vibramos. Esse virou um dos filmes favoritos da minha vida, se não for o favorito.


E então, quem já assistiu esses filmes? O que acharam?

Xoxo. :*

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Filme: Naruto - The Last


Ler o último capítulo do mangá Naruto Shippuden não foi fácil. Quem era/é fã sabe bem: o frio na barriga nas semanas que o antecederam, a expectativa que se acumulou durante anos a fio, a sensação de que tudo passou rápido demais, e o vazio que ficou, quando o ponto final foi colocado. O último capítulo emocionou ao mostrar o que aconteceu anos após o fim da guerra, com direito a muitos casais (e os tradicionalíssimos NaruHina e SasuSaku,como era esperado), mas desagradou alguns por ter ficado muito corrido e por não ter dado um espaço para mostrar os romances começando, principalmente o do protagonista e sua persistente esposa, que mostrou que há esperança para os friendzoneiros, kkkkkkkk (eu não poderia deixar isso passar :v). O filme Naruto-The Last, que já naquela época gerava ansiedade, prometia justamente isso: mostrar o meio do caminho do casal principal, o período entre a guerra e final definido, com Naruto, Hinata, dois filhos e um cachorro.

Eu mal suportei a espera pelo filme, e por incrível que pareça, ele me surpreendeu para melhor. Naruto - The Last é um enorme presente para os fãs de NaruHina. O longa é todo deles e para eles.


A história do pano de fundo não é muito diferente do que rola sempre: um maluco com ideias terroristas, causadas por uma visão distorcida de fatos. O vilão Toneri deseja o Byakugan e também deseja Hinata, a princesa herdeira desse poder. Em uma noite em que Hinata pensa em dar um cachecol à Naruto e se declarar a ele pela enésima vez mas acaba desistindo, Toneri tenta sequestrar a moça, mas é impedido justamente por Naruto. Toneri, então, sequestra  Hanabi, a irmã caçula de sua paixão, e leva a menina para seu castelo, onde tira os olhos dela e implanta nele mesmo. Assim, orientados por Kakashi (gatíssimo como Hokage), Naruto, Hinata, Sakura, Sai e Shikamaru partem em busca da garota, cujo sequestro parece ter a ver com a aparente destruição da Lua que se aproxima, de acordo com os cinco kages. Durante a missão, Naruto e Hinata se aproximam cada vez mais, e durante um genjutsu deixado como armadilha, Naruto se lembra de seus momentos com Hinata desde a infância, e ao ser acordado por Sakura (a única do grupo que é forte o suficiente para salvar os colegas), finalmente se dá conta do amor que sente pela Hyuuga. Hinata, no entanto, está em uma enrascada. Tendo Hanabi como prisioneira, Toneri chantageia Hinata e a obriga a aceitar seu pedido de casamento. Assim, a jovem é obrigada ir embora com outro homem, no mesmo momento em que Naruto finalmente se declara a ela. <o>

A atrevida Hanabi é bem mais legal do que eu  imaginava.xD

A história está mais novelesca do que jamais esteve em Naruto, chegando a parecer um shoujo. Beira ao água com açúcar e provavelmente não vai agradar a todos, e é por isso que digo: o propósito do filme é mostrar NaruHina, pura e simplesmente. Hinata está mais bonita, fodástica e disputada do que nunca, uma autêntica mocinha/heroína. Naruto está com trejeitos muito mais adultos e masculinos, mas não perde sua essência alegre, ingênua e até "tapada" em alguns momentos, o que é fundamental para mantê-lo sendo ele mesmo, a despeito das mudanças físicas. As meninas estão lindas como adultas (apesar de a Ino estar meio "perua" para uma ninja), e as vozes mais grossas de todos eles causam um certo estranhamento, mas nada que comprometa. 



Sendo esse um filme de Hinata, Sakura perde o posto de protagonista e se torna coadjuvante, mas ainda assim tem um papel digno. Já no começo, é mostrado que ela e Hinata se tornaram grandes amigas, e que a rosada é a grande incentivadora do relacionamento entre Hinata e Naruto, encorajando a garota tímida a continuar lutando, e dando xixis em Naruto, quando esse se mostra um idiota. Em uma cena, logo após Naruto levar um fora de Hinata (quem diria...), é ela quem abre os olhos do rapaz e o faz entender que a Hyuuga deve ter tido uma razão para isso, afinal, "quando uma garota se apaixona, esses sentimentos não mudam tão facilmente". Nesse momento ela se lembra de Sasuke, mostrando que seu amor pelo Uchiha bobalhão continua mais forte do que nunca. Aliás, a pobre Sakura merece um filme só dela, mas com Sasuke se ferrando bonito. Se os rumores que estão rolando por aí se confirmarem, Sasuke já pode ser considerado o maior babacão da história dos mangás e animes. Mas me recuso a acreditar que tio Kishimoto vai fazer essa trolagem com a guria, depois de tantos anos a tendo como heroína principal. Os fãs dela estão indignados, e com razão.

Por outro lado, é maravilhoso ver Hinata brilhando de todas as formas possíveis e conquistando o amor de sua vida, para sempre. A participação dela não poderia ter sido melhor. 




Os momentos de Hinata e Naruto contracenando são emocionantes, todos deles. É como se Kishimoto tivesse de propósito esperado 15 anos para fazer cenas realmente românticas do casal, e então soltado tudo de uma vez e dado tudo o que fãs de NaruHina queriam, para levar todos à loucura. Está tudo lindo, lindo, lindo, e até eu, que vou ser eternamente dividida entre NaruHina e NejiHina, fiquei feliz por ter dado esse casal, e por ter assistido esse filme. Não vou repetir todo o melodrama que contei no meu post sobre o final de Naruto, vou dizer só uma coisinha: foi importante. Foi importante para mim, uma fã incondicional da Hinata (apesar de ela ter sido irritante em alguns momentos), ver ela finalmente ser valorizada, do jeito que sempre mereceu. Ela finalmente teve seu destaque, como ninja, como mulher, como verdadeiro amor do herói, como tudo.


Naruto-The Last é imperdível. Deixa o coração acelerado e uma lágrima de felicidade no canto do olho. Não quero dar mais spoilers do que já dei, mas vou ter que fazer um comentário sobre o final: a cena mesclando todas as fases de Hinata e Naruto está emocionante. Fãs, preparem o lenço. E preparem-se para ficar com gostinho de quero mais. Dica importantíssima: assistam os créditos finais até o último segundo.

Atenção para o retrato do Neji nas mãos da Hanabi.


Muito obrigada pelo super presente, Tio Kishi! <3

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sobre a novela das nove, hipocrisia e intolerância

No ano passado, fiquei amiga de um garoto, e cheguei a sair com ele algumas vezes. Sair só como amigos mesmo, porque tínhamos muita coisa em comum: de filmes de terror à temática geek. No entanto, apesar da companhia legal, algumas coisas nele me incomodavam. Eu logo percebi que ele tinha um certo interesse em mim e sempre procurei demonstrar, mas sem magoá-lo, que eu não correspondia esse interesse. No entanto, ele me mandava mensagens toda hora, por todos os meios possíveis. Sabe quando a pessoa se torna obsessiva a ponto de não ter absolutamente nenhum assunto, mas mesmo assim fica chamando e insistindo, ignorando os seus sinais de "não posso/não quero falar no momento"? Pois é. Só isso já foi o suficiente para esfriar minha vontade de conversar com ele, e o distanciamento também me fez ver coisas que ele meio que mascarava quando estava comigo: além do machismo bem disfarçado, homofobia. Aquela de querer que todos os homossexuais sejam exterminados a tiros, basicamente.



Se eu já estava fria antes, aquele comportamento dele me fez congelar de vez. Simplesmente parei de responder as mensagens. Não me orgulho nem um pouco disso, mas a verdade é que eu não sou muito boa em dar foras (mas é claro que eu faço isso do jeito correto, quando de fato tenho algum envolvimento com a pessoa). Como perdi por completo a vontade de sair com ele pra qualquer lugar que fosse, eu cortava toda vez que ele me chamava, dizendo que não tinha tempo ou mesmo que não estava a fim (pelo menos eu não mentia). Ele foi parando aos poucos, embora ainda chame, de vez em quando. Continuo ignorando, e até poucos dias atrás eu ainda me sentia um pouco mal por isso. Até que, em uma mesa com cerveja e amigos no último fim de semana, descobri um podre dele - um podre muito feio. Resumindo: um amigo meu tem uma ex-colega de escola que é garota de programa, e não tem uma vida nem um pouco fácil. Eu nem conheço a menina (aliás, nem sei exatamente quem ela é), mas sei da história dela através desse amigo, que me contou sem citar nomes. Tenho um pouco de pena dela e nunca a julguei, porque já passei da fase de julgar as pessoas. E, bom... meu amigo me contou que esse cara insistente com quem cortei ligações, também conhecia a menina, e havia descoberto tudo sobre ela. E andava chantageando ela. Para fazer sexo com ele, em troca de seu silêncio.

Quando eu soube disso, meu asco foi tão grande que meu sentimento de culpa passou na mesma hora, e imediatamente gritei : "Ainda bem que me afastei daquele idiota!". O porquê de eu estar contando isso tudo? Bom, porque é impossível não dar lag no cérebro, ao colocar esse atitude asquerosa dele ao lado de sua homofobia. Porque não entra na minha cabeça como um cara que chantageia mulheres (e ele é racker, o que torna tudo mais assustador ainda) para forçá-las ao sexo, pode encher a boca para dizer que gays são imorais.



Não estou dizendo que todo homofóbico age assim, até porque não sou adivinha e não tenho como saber tudo sobre a vida das pessoas. Mas é justamente essa hipocrisia que dá raiva. Recapitulem comigo: quantos caras que você conhece dizem que ser gay é falta de vergonha na cara, mas traem a esposa como se isso fosse lindo? Quantas mulheres que você conhece acham um absurdo ver um casal gay se beijando, mas dão em cima do boy da amiga sem o menor peso na consciência?Quantos pais se indignam porque não querem que o filho veja um casal gay passeando de mãos dadas, mas se xingam dos nomes mais baixos, sem se importar se a criança está ouvindo ou não?Quantas pessoas que você conhecem ficam incomodadíssimas com o amor, ao mesmo tempo em que pregam o ódio e a sacanagem com o semelhante, o tempo todo? É parecido com uma frase que eu repito em toda sexta-feira santa: as pessoas matam, roubam, invejam e traem o ano todo, mas na sexta-feira santa não comem carne porque "é pecado".

A novela Babilônia (Globo), que ao que parece, está tendo problemas com a audiência e vem sofrendo boicote, tem muitos problemas. Pouco a assisti, mas nesse pouco já vi mãe e filha trocando tapas, "amiga" invejosa imitando doentiamente seu objeto de cobiça, marido e mulher extremamente infiéis um ao outro, planos de vingança assustadores, abuso de poder para fazer sexo com subalterno, um cara aliciando mulheres à prostituição (e explorando a própria namorada apaixonada)... isso além dos clichês de sempre, como a mocinha disputando um homem com uma "rival", e cenas suuuper machistas no primeiro capítulo, que ninguém mais se lembra, mas não me saíram da cabeça: um cara casado convencendo a mocinha a acompanhá-lo porque "uma moça não deve andar tão tarde sozinha na rua", e depois, com eles já namorando, ela se recusando a transar porque "não é dessas". E em uma novela com esse monte de porcarias, o que mais incomoda a "família tradicional brasileira" e todo esse povo cristão e de bem, é isso:


Amor. O amor de duas senhoras que estão juntas a quarenta anos, e adotaram uma criança. Que são verdadeiras. Que são corajosas. Que são guerreiras. Como os muitos homossexuais por aí, que convivem diariamente com o preconceito e a intolerância, que os excluem de empregos, de círculos de amizade, de suas famílias, da sociedade em geral. Que os impede de manifestar um carinho dos mais banais a quem amam, porque isso pode ofender os "cidadãos de bem"- sim, esses que pregam o ódio. E convivem também com o risco de serem agredidos/espancados/mortos por gente que segue a mesma linha de pensamento desses "cidadãos de bem".

Toda essa "caça às bruxas" à novela - como disse a genial Fernanda Montenegro (ela já concorreu ao Oscar, e você?) -, só mostra o quanto os valores dos brasileiros são invertidos, e o tanto de coisa cagada que a gente ainda tem que mudar. Rackers misóginos continuarão assediando mulheres, enquanto houver gente achando isso normal e engraçado. E homossexuais continuarão sofrendo perseguição e morrendo, enquanto a "família tradicional brasileira" continuar fazendo um escândalo por conta de um simples beijo.


domingo, 22 de março de 2015

Filme: A teoria de tudo

Ainda no clima do Oscar, semana passada eu estava caçando filmes que receberam algum prêmio. Acabei assistindo Para sempre Alice (que deu o Oscar de melhor atriz à linda da Julianne Moree), e A teoria de tudo. Amei os dois, mas foi esse segundo que mexeu comigo a ponto de render uma resenha aqui.



Baseado no livro de Jane Wilde Hawking, dirigido por James Marsh e com roteiro de Anthony McCarten, esse filme conta a história do físico teórico Stephen Hawking, incansável em sua mente brilhante apesar da doença devastadora que o acometeu, e sua primeira esposa, Jane. Trata-se de uma história não só de amor, mas muito mais de amizade. Não só de ciências, mas muito mais de emoções e sentimentos de qualquer ser humano.

Jane e Stephen se conheceram em uma festa da faculdade, enquanto ele fazia seu doutorado em Física, e ela sua pós-graduação em línguas francesa e espanhola. A química é instantânea e rapidamente os dois começam a namorar, mas uma desagradável surpresa logo surge na vida de Stephen: após uma paralização e um tombo feio em pleno campus, ele descobre ser portador de Esclerose Lateral Amiotrófica, e que os efeitos da enfermidade farão com que ele não viva mais de dois anos.

O fato cruel poderia ter parado a carreira de Stephen, e seu relacionamento com Jane. Mas ela não parou, e o filme deixa bem claro o quanto tudo é interligado. Teria Hawking vivido tanto e feito tanto, sem os amorosos cuidados de sua fiel escudeira Jane?



Achei o filme maravilhoso em tudo. A construção de época está impecável, a trilha sonora está emocionante, e Eddie Redmayne - merecido vencedor do Oscar de melhor ator - está magistral. A semelhança dele com o Hawking original chega a ser perturbadora, e a maneira como ele atua, principalmente nas cenas que mostram o quão cruel é a degeneração causada pela doença, convencem a ponto de chocar. Felicity Jones, a Jane, é linda e atua com muita delicadeza e verdade. O casal fica bem junto e tem cenas de amor que chegam a dar uma dorzinha no coração. O restante do elenco também não compromete, e outros atores também têm seu momento: Harry Lloyd, intérprete de Brian - amigo de Hawking que protagoniza com ele cenas de fazer gargalhar, dando um adorável alívio cômico - , e Charlie Cox, o Jonathan, jovem pastor da igreja local que ajuda a família e, posteriormente, se tornaria o segundo marido de Jane Hawking. O restante do elenco não compromete, mas foi esse quarteto que mais me agradou. Também gostei da maneira como o filme coloca os personagens: humanos. A força de Hawking e de Jane não os tornou santos. Realidade pura, onde, mesmo amando, somos passíveis de erros. Temos fragilidades. E ainda assim, nada disso anulou a linda história que esses dois construíram.



Gostei da maneira honesta como Jane Hawking - que escreveu  o livro que originou o filme - se mostra. Uma mulher que amava o marido apesar das dificuldades, mas que, mesmo com todo o seu esforço e dedicação, tinha momentos de impaciência. Qualquer pessoa que criticar alguém por perder a paciência está sendo hipócrita. Só quem convive com alguém totalmente dependente sabe o quão terrível é ver alguém que se ama sofrer desse jeito, e o quão dura e desgastante é a rotina de cuidar dessa pessoa. Qualquer marido/mulher, filho, irmão, pai ou mãe que seja forte o suficiente para ser esse protetor que o doente precisa merece SIM um troféu, porque,por mais que nos imponham que quem ama cuida e digam outras frases feitas, somos apenas humanos, e nem sempre somos fortes. Por isso sempre peço à Deusa para ser forte e ter bastante saúde para me dedicar, se um dia alguém que amo muito se tornar dependente de mim. Jane Hawking passou a maior parte da sua vida tendo essa força.

Também gosto da maneira como é mostrado seu sentimento em relação à Jonathan. Nenhum dos dois é colocado como um vilão, em nenhum momento, e de fato não são: são apenas vítimas da vida e das circunstâncias. E, por mais que pedras possam ser atiradas no Stephen Hawking por ter tido uma espécie de "caso" com a enfermeira antes de se separar de Jane (e essa enfermeira se tornaria a segunda esposa dele. Pois é.), achei bárbaro e até um pouco cômico. A doença de fato não impediu o cara de absolutamente nada, auehauheuaheuaheua (que o digam sua carreira brilhante e sua penca de filhos). A única crítica que tenho ao filme é a maneira muito rápida como aconteceu o namoro dos protagonistas. Provavelmente para não deixar o filme ainda mais longo e dar mais destaque à dramática doença, os primeiros momentos dos dois foram bem resumidos, e isso é plausível. Mas, para "justificar" todo o amor de Jane e a insistência dela em se casar com Stephen e ficar com ele pelo tempo que pudessem, deveria ter tido ao menos uma cena mais intensa.

O filme, quando acaba, deixa uma sensação boa no peito. Mostra que finais felizes não precisam ser sempre iguais. E que, por mais que o casamento tenha acabado, a história de amor dos protagonistas é eterna. E a melhor cena para ilustrar isso é a última, quando Stephen, já separado de Jane há anos e ainda assim com ela ao seu lado em um momento importante, olha para os três filhos dos dois, que passeiam à frente, e diz: "Veja que lindo tudo que construímos."


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Personagem: Rukia Kuchiki

Geeente, eu sei que tô atrasada, que deixei o blog às moscas e mereço o troféu acabaxi por isso. Minha intenção era ter atualizado na sexta-feita (13), que foi meu dia de folga. Mas eu estava tão cansada e com tanta preguiça, que acabei não fazendo absolutamente nada naquele dia, só fiquei de pernas pro ar.

Pra compensar, estou aqui, em pleno feriado de carnaval, trazendo uma personagem muito foda pra vocês. :D



Rukia Kuchiki é a musa uma das protagonistas do mangá/anime Bleach, de Tite Kubo. Ela é uma shinigami, e encarregada de exterminar os hollows (espíritos maus que atacam os vivos com a intenção de devorar suas almas) da cidade natal de Ichigo Kurosaki, herói e protagonista principal da série.



Apesar da aparência pequena e delicada de uma adolescente, Rukia é uma shinigami poderosa e dez vezes mais velha que Ichigo. Logo no início, ao se encontrar pela primeira vez com Ichigo (e ficar surpresa com o poder espiritual do rapaz e com o fato de ele conseguir vê-la), as circunstâncias a forçam a passar seus poderes de shinigami para ele, que começa a trabalhar como shinigami "temporário" e fazer o serviço de Rukia. E enquanto isso, ela se matricula na escola secundária local, se muda para o quarto de Ichigo (usando o armário dele como cama) e ao mesmo tempo em que o "ensina" a ser um shinigami (com seus desenhos hilários), ela passa a conviver com humanos e protagoniza momentos de gargalhar - como quando não consegue tomar suco de caixinha e precisa que Ichigo a explique como usar o canudo. xD

Rukia foi a primeira personagem de Bleach criada por Tite Kubo, e o design nela inspirou o visual de todos os outros shinigamis, com seus kimonos e espadas.


Rukia e Ichigo em alguns de seus momentos "amor eterno".


Eu preciso confessar para vocês que, até pouco tempo atrás, nunca tinha assistido Bleach. Tinha vontade, mas a falta de tempo me desencorajava a assistir um anime grande, até que eu um amigo meu disse que a Rukia o fazia lembrar de mim, e minha curiosidade egocêntrica explodiu (Ahém). Fiz Bleach pular vários na minha fila de animes pra assistir, e minha paixão foi instantânea - pela história, pelo Ichigo, e principalmente por Ela, Rukia Kuchiki, que já virou uma das minhas personagens femininas favoritas ever. Um pouco por ela ser uma personagem riquíssima e um pouco por minha identificação com ela, Rukia me deu vontade de interpretá-la em um cosplay, e me faz fervorosamente torcer por ela e por um romance com Ichigo (por favor, eu sei que vocês já sabem se isso acontece ou não, mas NÃO me contem. Deixem eu me iludir em paz, carai.).

Catei esse fan-art (acho que é fan-art)
porque achei ele lindo. <3

Há muitas coisas a se desvendar sobre Rukia. Algumas já descobri, como o fato de que ela era órfã, e sua amizade e todo o sofrimento que passou ao lado do amigo Rengi Abarai (outro personagem que me fez suspirar, apesar da veia antagonista), sua adoção por um clã poderoso,os motivos que a levaram a ajudar Ichigo... ainda estou no começo da série e não vi muita coisa, mas estou ansiosa. Nada como ver uma personagem feminina assim, ativa e brilhante. ^.^



É isso, gente. Post curtinho, porque eu e Rukia-sama ainda estamos "nos conhecendo", rsrsrsrs. Mas e vocês, o que acham dela? Me contem! :D

Beijinhos. :*

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Mais uma iludida pela Disney

Nos meus dias de folga, gosto de zapear em blogs por aí e me atualizar, já que meu horário ~cagado~ não me deixa tempo sobrando pra fazer isso. E em uma visita à Isabela Freitas, me deparei com esse depoimento de uma leitora:

Clique aqui para ler a postagem completa.

Por ser a blogueira dona do espaço e já famosinha, Isabela falou de um jeito delicado, reconheceu que o amor do casal pode ser verdadeiro e disse outra coisa a qual assino embaixo: o amor não tem idade. Mas ela também tocou em um ponto importantíssimo, e é justamente isso que vou abordar aqui: uma menina de 16 anos já estar pensando em casamento.

Não vou entrar aqui na minha velha opinião de que casamento é pra gente maluca, até porque pessoas se casam e continuarão se casando. Vamos por partes.

1) A menina diz que vê nele "o príncipe encantado que nós garotas idealizamos quando somos crianças". Isso me fez sentir um dó danado e uma empatia gigantesca por essa menina, porque eu já tive 16 anos. Porque eu sei que o primeiro relacionamento amoroso é o mais intenso de todos, algo dificílimo de lidar, porque a gente não sabe o que fazer com aquele turbilhão de sentimentos. E a gente realmente acredita que é para sempre, e não vê defeitos na pessoa amada. E, vão por mim, 9 meses juntos parece muito tempo, mas é pouco. Porque quando se está no auge da paixão, os defeitos realmente não são vistos, não se conhece a pessoa de verdade. E esse é um dos principais motivos para eu ser contra namoros que viram casamento/união de trapinhos em um piscar de olhos.

2)Como as meninas disseram nos comentários do próprio post, é compreensível que uma pessoa de 45 anos tenha pressa de se casar e ter filhos. Não dá pra julgar o cara por isso, e não sou Deus pra saber se ele ama ou não ama de verdade a B.R., mas de duas coisas eu tenho certeza: esse cara é um egoísta, e está em uma posição bastante cômoda. Bom, se eu chegar aos 45 e me der uma piração de casar e ter filhos (not), no mínimo vou ir em busca de alguém que esteja na mesma fase e no mesmo desejo, ao invés de tentar convencer um adolescente apaixonado a se casar comigo. Aí vocês vão me dizer "ah, mas amor não se escolhe". Aham, meu peito esquerdo que não escolhe. Me deu até curiosidade de perguntar à B.R como esse namoro começou, e se foi uma história mirabolante (do tipo ele era cego, ela era enfermeira dele, e ele só descobriu a idade dela quando recuperou a visão, mas aí já estava completamente apaixonado. Tá, parei com a viagem), até concordaria que "amor não escolhe idade". Mas, perdão por dizer algo tão horrível, mas isso me soa quase como uma desculpa para a pedofilia. A B.R. não é uma criança, mas é SIM uma menina, e me pergunto o que um cara de 45 anos (porra, a idade do meu padrasto!) estava pensando ao sair com ela. Eu surtaria se alguém tão mais velho chegasse perto da minha filha/filho adolescente, e talvez eu e minha turma sejamos até meio antiquados, mas acreditam que os meus amigos (que têm uma média de idade de 25 anos) sequer beijam garotas menores de idade? Entendem onde quero chegar?

3)Voltando ao egoísmo do cara e à situação cômoda em que ele está, me pergunto: se ele tinha tanto a intenção de casar e ter filhos, porque não namorou alguém da idade dele, ou ao menos com uma mulher adulta, com a vida já engatilhada? Mas não, ele não quer a quarentona, quer a novinha, e eu me pergunto se isso seria tão naturalizado, se a situação fosse contrária. Mas, vamos supor que ele não queria casar nem ter filhos, mas mudou de ideia e sentiu essa vontade bater forte, ao se apaixonar pela B.R. Custa esperar a guria "crescer mais", terminar os estudos, curtir um pouco, enfim, começar a viver? Homem pode ter filho até os 80 anos, cacete! Com 16 mal se foi à baladas, mal se saiu da infância, e sair disso direto para uma vida de casado só pode dar merda, desculpa. Aí fico pensando nessa pobre garota, já totalmente dependente desse namorado. Se casar agora provavelmente vai parar de estudar porque acredita que só esse amor importa. Se ele pedir pra ela parar de trabalhar, ela para. Se ele quiser ter um filho, ela terá. E isso vai ser lindo por um tempo, mas se ela cansar, não vai dar pra recuperar os anos que passaram. Ainda mais se estiver com uma criança ou mais nos braços.

4)O que vou dizer agora pode até gerar polêmica, mas foda-se. Se a B.R. fosse minha filha, eu não permitiria esse casamento de jeito nenhum. E isso nem ter a ver com a diferença de idade, mas com o próprio casamento, mesmo. Hoje em dia vejo adolescentes sem limites, achando que casar é brincar de casinha, mal começam o namoro, e o boy/girl magia já está dentro de casa, dormindo lá praticamente todos os dias, praticamente um casamento, porém sem a responsabilidade das contas a pagar (assim é fácil amar, né?). E pode parecer estranho alguém como eu, que prega a liberdade, dizer isso, mas se eu tivesse um filho, não deixaria minha casa virar essa Disneylandia. Claro que deixaria dormir com o namorado um fim de semana ou outro, mas não todo dia, e muuuuito menos deixaria já juntar os trapinhos, como vejo acontecer aos montes, por aí. É por ser a favor da liberdade e das experiências diferentes, que não ia querer que meus filhos se prendessem tão cedo. Namorem, meus filhos, namorem o quanto quiserem, mas antes de casar, vão estudar, vão viajar, vão sair com os amigos, tomar porres e dar risada, vão trabalhar e realmente ter sua independência, vão viver, caramba. Não é justo que o namorado da B.R. tenha aproveitado a vida até os 45 anos, e que ela já tenha que dizer adeus a toda a zoeira com míseros 16.

B.R., se acaso essa minha postagem cair nas suas mãos por algum motivo, não fique brava comigo. Eu sei que opinião é igual a bumbum (cada um tem o seu), que você provavelmente ama muito esse cara e realmente acredita que vai dar certo. E talvez dê certo mesmo, ué. Mas não casa agora não, B.R.. Ele tem pressa, mas ainda é jovem, ainda tem tempo, e se você ainda não se sente preparada para ser esposa e mãe, ele DEVE respeitar isso, e vai por mim: se ele realmente te ama, esperar mais dois ou três anos, pelo menos o tempo de você atingir a idade adulta, não vai doer nada pra ele. E, se mesmo eu dizendo isso você quiser se casar agora, segue pelo menos esse conselho que eu, a Isabela e a maioria das comentaristas te demos, com várias palavras diferentes: não deixe que esse relacionamento se torne a única coisa na sua vida. Continue estudando, corra atrás de coisas para você mesma, trabalhe, faça seu pé de meia, seja independente. Para que ao menos você saiba para que lado correr, se as coisas não saírem como você sonha e espera. Esse é um conselho de alguém que realmente quer te ajudar, viu? Ame seu namorado, mas ame a si mesma primeiro.

Ah, só mais uma coisinha: aconteça o que acontecer, não vire as costas para a sua família, jamais. Ninguém no mundo te ama tanto e tão incondicionalmente quanto a sua mãe, e te ver bem é tudo que ela quer. 

Um beijo e boa sorte para nós. ;)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Filme (bizarro): A Centopéia Humana


Há algum tempo atrás, como sempre acontece quando fico entediada (leia-se sozinha em casa, cansada de escrever, enjoada de ler e com a cabeça doendo de tanto ver animes), catei um filme sem noção pra assistir. E o escolhido foi justamente A Centopéia Humana, a primeira sequência daquelas "obras de arte" do Tom Six, em que as pessoas tem as bocas costuradas nos bumbuns (estou sendo educada) umas das outras. Não tenho coragem de ver o segundo filme, que dizem ser beeeem mais hardcore, mas como juraram que esse mostrava pouquíssimo gore, olhei sem receios e sem expectativas.

Gente, o filme é tão ruinzinho que, apesar da premissa genial (cof, cof...), conseguiu ser um mero terror bobo. Para começar, todos os atores são sofríveis, ninguém se salva, garanto que até as árvores das peças escolares tem uma performance melhor atuando (nossa, como tô engraçada hoje u.u. Not). A história e o roteiro simplesmente não podem ser levados a sério, então decidi escrever essa resenha de forma diferente, com anotações que eu fui fazendo enquanto assistia, mesmo (adoro fazer isso).



ATENÇÃO: O TEXTO ABAIXO ESTÁ CHEIO DE SPOILERS!

*A casa do médico maluco foi a única coisa o que mais gostei no filme. A planta dela é um verdadeiro labirinto, com uma decoração fria, quadros bizarros, corredores estreitos e um monte de portas que podem dar tanto para quartos quanto para uma piscina ou uma câmara de tortura. Pra mim, que tenho fobia de labirintos e de qualquer coisa que me sufoque, só ficar perdida dentro dessa casa seria um verdadeiro filme de terror.

*Uma das garotas tenta fugir assim que fica sabendo o que o médico pretende fazer. E a falta de inteligência da criatura é digna de aplausos. Depois de correr pela casa, ela se fecha em um dos quartos enquanto o Doutor Albieri Helter a persegue. A primeira coisa que pensei foi "deixe a porta aberta, e assim que ele entrar taque um desses abajures pesados na cabeça dele". Mas não, a moça trancou tudo e ficou lá encolhida, enquanto o cara esmurrava a porta e ameaçava arrancar todos os dentes dela sem anestesia (ai). O que ela achava, que ali ficaria salva dele? Outra coisa que me causou um facepalm foi ela tentar fugir arrastando a amiga. Até onde ela achou que conseguiria ir? Ela sabia que o médico não ia matar as outras vítimas, então simplesmente sair correndo sozinha para buscar ajuda teria tido mais chances de dar certo.

*O japonesinho furioso na maca fez eu me escangalhar de rir.

*Talvez eu esteja ficando paranóica, mas o fato de o médico ter colocado o único homem do trio na posição menos, digamos assim, "desfavorável", me soou como misoginia. Quando ele dá tapinhas nas costas do cara e o chama de "meu líder", a impressão de machismo é reforçada. De qualquer jeito, em um filme como esse isso nem é relevante.

*O médico beijando o próprio reflexo no espelho, se parabenizando por seu feito, foi uma das cenas mais "WTF?!" que já vi na minha vida. Mas para um personagem tão louco, egocêntrico, sádico e bizarro, isso fez todo o sentido.

*Achei que o "líder" da centopéia seria o primeiro a se recusar a comer, por causa da situação das "colegas". Mas ele nem pensa antes de cair de boca na comida. Pô, que falta de consideração!

*Qual a necessidade de mostrar o médico nadando pelado?

*O pus saindo do rosto infeccionado de uma das vítimas me deu mais nojo que todo o resto.

*Para um psicopata, o doutor é outro que carece de inteligência. Quando um policial e um detetive que estão investigando os desaparecimentos vão até sua casa, ele é tonto o suficiente pra deixar uma seringa com tranquilizante cair bem na frente dos caras. E quando questionado, responde: "É insulina! Eu tenho diabetes!" Há há há há há há há há há há há há há!

*Uma das vítimas morde o médico e lhe arranca um pedaço. Bem feito pra ele. Mas essa cena não precisava ser em close, né?

*A cena da centopéia subindo a escada me deu muita agonia.

*O líder da centopéia, que até então me parecia o menos burro mais inteligente, escolheu um péssimo momento para refletir sobre sua vida miserável e punição divina. Cara a cara com o vilão e com chances de matá-lo e acabar com aquilo tudo, simplesmente pegou um caco de vidro e se suicidou. Não acreditei no que meus olhos estavam vendo.

*Esse filme tem a polícia mais incompetente da história do cinema.

*O final angustiante para a sobrevivente poderia ter sido bom, se o segundo filme partisse dali. Mas como não é o caso, aquele final foi uma bosta e não fez sentido nenhum. Foi um "final sem final".



Conclusão: só assistam esse filme se estiverem muuuuuuito entediados, ou com tanto mau humor que precisam de algo para detonar. O troço é uma bomba, e no mau sentido.

domingo, 9 de novembro de 2014

Sobre o fim de Naruto


Escrevi esse texto na última quinta-feira (06/11), pouco mais de uma hora depois de ler os dois últimos capítulos de Naruto Shippuden. Sim, após quinze anos de mangá, a série acabou, deixando fãs órfãos no mundo inteiro, lágrimas de emoção e sorrisos de felicidade nos rostos da maioria, e ao mesmo tempo um dolorido vazio no peito - aquele vazio que dá quando um ciclo de nossas vidas se encerra, o que é bom, mas ao mesmo tempo nos aperta o coração.


Desde que comecei esse blog, lá no final de 2011, escrevi vários textos sobre a série do Masashi Kishimoto. Personagens, casais, análises, e até um "amigo secreto" muito doido que acontece em toda semana de Natal, desde então (e sim, vou continuar fazendo). Mas apesar disso tudo, acho que nunca mencionei aqui como comecei a gostar de Naruto, e a importância que a história teve na minha vida. Como a maioria dos fãs, comecei a assistir/ler na adolescência, e cheguei à idade adulta acompanhando a série. Mas a minha "história" com Naruto não se limita apenas a isso.






Conheci Naruto em 2007, quando a série já estava bem avançada - foi quando o anime começou a ser exibido no SBT, e assisti um dos episódios de tanto ouvir os amigos e o namorado da época falarem (Observação 1: quando soltávamos cedo do colégio, eles comemoravam."Oba, vamos poder assistir Naruto hoje!" Hehehe. Observação 2: O primeiro episódio que assisti foi justamente aquele em que o Sasuke e o Naruto se "beijam" na sala de aula). No início não dei muita bola. Assisti Pokémon na infância, mas aos 16 anos eu não era ligada na cultura japonesa. Mas aquele primeiro contato foi fundamente para o que aconteceria posteriormente, três anos depois, quando minha vida virou de pernas pro ar. Com um namoro desfeito de forma traumática, uma perda na família, uma desilusão no emprego e a depressão tomando conta de mim, Naruto foi um dos maiores responsáveis por eu não ter enlouquecido. Em casa, chorando dia e noite, desmotivada e tendo só o computador e o DVD como companhia (até porque eu não queria outras companhias), consegui todos os episódios da série clássica, gravados em DVD por um amigo e copiados por mim. Na época, eu ainda nem sabia da existência da versão Shippuden, e foi assistindo o Clássico exaustivamente - e isso inclui todos os filler e especiais -, até acabar, que me vi completamente apaixonada/obcecada pelo mundo do ninja loiro e de seus companheiros. Foi ali que desejei ter amigos como eles. Foi ali que desejei um professor como o Kakashi. Foi ali que reconheci na tímida Hinata muito da minha personalidade da época, frágil, insegura e com muita vontade de mudar, mas sem saber por onde começar. E assim como ela via na persona Naruto uma inspiração, eu via isso na série como um todo. E após terminar o Clássico, parti pros mangás e pro Shippuden. Vi minha paixão não só aumentar, mas se expandir em outras direções, me fazendo não só ler loucamente fanfics da série (e foi assim que comecei a gostar de casais que antes nem me passavam pela cabeça), mas também procurar outros animes e pegar um gosto tão grande por esse mundo, que me tornei uma otaku de verdade. E me tornando uma otaku, eu, que antes tinha a sensação de não me encaixar em nenhum grupo, finalmente encontrei meu lugar no mundo. Para quem lê, pode parecer bobo e piegas eu dizer isso, mas quem tem uma história semelhante com Naruto ou com qualquer outra série vai me entender. Então Naruto foi uma válvula de escape que tive em uma época ruim, certo? Certo, foi isso mesmo. Mas foi tão MAIS do que isso, que hoje que sou adulta - ainda com meus dias de crise, mas com certeza muito mais forte e segura do que aos 18,19 anos -, posso bater no meu peito e dizer, com todas as letras, que esse mangá/anime me fez ir pra frente. Fez eu ir atrás e assumir coisas que só eu gostava, enquanto as pessoas ao meu redor só assistiam novelas e ouviam funk e pagode. Me estimulou a ficar de pé, ao ver todos aqueles personagens tão jovens lutando para crescerem e realizarem seus sonhos. Me ajudou a ver que, no final das contas, meus problemas não eram nada. Me deu vários dias e noites de alegria, em uma época em que só chocolate me deixava feliz. Me fez ir atrás de blogs sobre o assunto (o que me estimulou a criar o meu) e me apresentou aos eventos de cultura japonesa, de onde nunca mais saí. E me iniciou também como uma escritora amadora, quando vi em seus personagens um começo que eu precisava (obrigada, mundo das fanfics!).





O final foi lindo. Tem gente chiando? Tem. O final foi perfeito? Depende do ponto de vista. Deixou pontas soltas? Deixou, e essas pontas provavelmente serão amarradas no filme The Last, que chegará aqui no ano que vem. Tem muita gente reclamando da ausência de beijos, mas, sinceramente... Naruto é um shounen, e estou agradavelmente surpresa só pelo fato de tantos casais super queridos do público terem sido oficializados nesse derradeiro capítulo 700, com direito a cenas do futuro e um monte filhos liiiindoooos <3. Eu reclamei SIM da morte do Neji (e vou morrer reclamando, sorry), queria sim um romance entre ele e Hinata, mas... NaruHina, pra mim, foi o começo de tudo, então sempre tive um carinho imenso por esse shipper, sempre vibrava quando surgia alguma esperança para os dois (ainda quem em silêncio, rsrsrs...), e ESTOU SIM MUITO FELIZ POR NARUHINA TER ACONTECIDO. Feliz pelo Naruto, que se tornou hokage e construiu uma família linda, com uma garota incrível. Feliz pela Hinata, que conseguiu conquistar o grande amor da vida dela. E, cacete, fiquei feliz até pelo Sasuke e pela Sakura, que depois de terem a relação mais conturbada da série, também acabaram caindo nos braços um do outro e tendo uma filhinha (mas admito que é meio difícil engolir a Sakura ter perdoado o Sasuke. Enfim, espero que isso tenha algum destaque no filme). Fiquei toda a boba ao ver a filha da Ino com o Sai, pasma ao ver uma filha do Chouji com a Karui(!), e vibrei muuuuuuito ao ver ShikaTema acontecendo e também tendo um herdeiro (desculpem, gente, eu chorei lendo o capítulo e chorei de novo escrevendo esse texto .Podem rir da minha cara). Fiquei surpresa ao ver que o filho da Kurenai e do Asuma na verdade era uma filha, e super orgulhosa ao ver o Kakashi assumindo e honrando o lugar de hokage. Fui às lágrimas com a página em que Hinata levou a filha fofíssima para visitar o túmulo do Neji. Ri a beça ao ver o filho de Naruto e Hinata vandalizando a escultura do próprio pai (esse Kishimoto Boruto é muito zoeiro). Gargalhei com o Lee e o filho dele, e com a Tenten não conseguindo vender as armas dela porque "o mundo se tornou muito pacífico". Fiquei de queixo caído com a ~evolução estética~ do Kiba, levantei uma sobrancelha ao ver o Shino, e estranhei ver o Gaara sorrindo, auehauehuaheuaheu. E amei ver Naruto e Sasuke se reconciliando. Porra, gente, esse post tá assim, com esse amontoado de palavras, essa confusa mistura de sentimentos com spoilers, porque é assim que estou no momento: sentindo tanta coisa, que mal consigo administrar e colocar pra fora. Eu realmente vou guardar esse final para sempre, e dividi-lo com vocês é mais uma forma de eternizá-lo. :´)






Naruto, obrigada por ter me ajudado a me levantar, quando eu estava quase no fundo do poço. Obrigada por ter me conquistado e me tornado uma fã apaixonadíssima. Obrigada por ter me transformado em uma fanfiqueira, e me mostrado o quando eu amo escrever. Obrigada por ter me apresentado a Death Note, Code Geass, Trinity Blood, Vampire Knight, Steins Gate, e a todos os vários animes que assisti depois, graças à sua influência. Obrigada por ter aliviado a tensão do meu conturbado final de adolescência. Obrigada Naruto, Hinata, Kakashi, Sasuke, Sakura, Neji, Shikamaru, Temari, Ino, Jiraya, Tsunade, Orochimaru, Minato, Kushina, Lee, Gai, Konan, Nagato, Itachi (<3)... Obrigada a todos os personagens, e principalmente ao Tio Kishi, por ter criado essa série incrível. Obrigada a todos vocês. Vocês me tornaram quem eu sou hoje.






*Vídeos encontrados no YouTube. As imagens são dos mangás 699 e 700 de Naruto Shippuden, e foram copiadas do site Central de Mangás.