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quarta-feira, 4 de maio de 2016

O que aprendi ao deixar o ninho

Uma das coisas mais clichês e mais verdadeiras que nos contam, é que viramos outras pessoas, ao sair da casa dos pais. Seja para morar sozinha, com seu amor ou mesmo com algum amigo, a experiência é intensa, é maravilhosa e, em alguns muitos momentos, dolorosa. Nada te faz crescer tanto quanto não só ter que pagar suas próprias contas, como lavar a própria roupa e fazer a própria comida.

No meu caso, foi muito tranquilo porque eu e meu noivo nunca fomos de brigar ou mesmo discutir, e o "casamento" nos manteve assim. Não vou negar que eu tinha um certo medo de que essa nova convivência mudasse completamente a relação, mas isso não aconteceu, e só o que fizemos foi nos adaptarmos às manias um do outro.

Nesses quase dois meses em que estamos morando juntos (passou rápido pra caceta), tivemos paciência, boa vontade e bom humor. Decidi contar algumas coisas que acontecem e de certa forma transformá-las em dicas, e se você estiver nessa fase de mudança (seja sozinha(o) ou acompanhada(o)), talvez isso te ajude. ;)

1) Você vai morrer de saudades de casa



Se você está perto de se mudar, provavelmente está muito ansiosa para ir para seu novo espaço, e de certa forma nem se sente mais em casa no lugar onde morou pela vida toda, certo? Pois saiba que isso passa assim que a mudança for feita, e que vai doer pra caramba se despedir dos seus pais. No meu caso eu chorei horrores assim que pus o pé na minha nova casa, e no outro dia de manhã já estava indo visitar a minha mãe :v. Você vai sentir um aperto no peito quando chegar o horário em que seus pais chegam do trabalho, e se eles passarem muitos dias sem te ligarem ou te visitarem, você vai achar que eles te esqueceram, aushuahsua. Fora o mais bizarro: depois de se mudar, você volta a se sentir em casa, na casa deles. Quando visito minha mãe chega a ser estranho, pois assim que entro na casa o meu instinto é ir direto para o meu quarto (que nem é mais "meu quarto", mas sim o quarto novo da minha mãe e do meu padrasto). E quando entro na cozinha, a sensação é que eu estava preparando algo para comer ali mesmo no dia anterior, mesmo já tendo passado um bom tempo. É bizarro e difícil de explicar, mas comigo aconteceu.

2)Você não vai deixar tudo exatamente como quer

Quando a gente está para dar esse passo, olha revistas de decoração, pensa em móveis, quer tudo e acha que já vai ter tudinho, quando estiver no seu novo lar. Bom, não vai. Tirando itens de necessidade extrema (fogão, geladeira, pia, cama, etc), sua casa vai se completar aos poucos, conforme seu suado dinheirinho permitir. A quantidade de coisas que uma casa precisa é absurda, surreal, e você simplesmente NÃO vai se lembrar de tudo, quando estiver fazendo sua lista de compras. Quer um exemplo? Quando fiz minha lista escrevi talheres, e quando me mudei já tinha os mais necessários além dos de comer (faca de carne, escumadeira, concha, etc), mas um belo dia, ao tentar abrir uma lata de leite moça, me dei conta de que não tinha abridor de lata. Err. O mesmo aconteceu com minhas formas: comprei um kit que vinha com uma de bolo e uma de pudim, e me esqueci justo da de pizza - e olha que a gente assa pizza o tempo todo! Fora que ainda faltam coisas grandes, como uma secadora, um transformador de energia, e um sofá maior. Mas é assim mesmo, gente. Ninguém tem exatamente tudo quando se muda, então não pire.

3)Quanto menos dívidas você fizer, melhor



A única coisa cara e parcelada que temos (além do carro, óbvio) é a smart tv que temos na sala, mas só temos porque ganhamos uma outra coisa: a cozinha. Eu desde o início optei por juntar dinheiro e comprar o máximo de móveis a vista, porque sabia que o preço do aluguel e das demais contas seria salgado. Parcelamos a cozinha em uma emergência e ficaríamos só com a tv de tubo 14 polegadas que eu tinha no quarto (ashuahsuahsa), mas a minha santa tia, que queria me dar um presente e não sabia exatamente o que, sugeriu assumir a dívida da cozinha, e então pudemos comprar a tv 32 que queríamos. Gente, as coisas são caras, muito caras, e eu tive uma sorte do qual vou ser grata pelo resto da minha vida, porque ganhamos todas as coisas essenciais e mais caras (fogão da minha mãe, geladeira da minha sogra, lavadora de roupas e microondas da minha madrinha, e guarda-roupa do meu pai), e as demais coisas encontramos baratinho em lojas mais simples, e fomos pagando na bucha e guardando. E digo sem constrangimento que, se não tivéssemos essa família incrível, com certeza demoraríamos bem mais para nos mudarmos. Meu conselho é: se programe antes, vá comprando o máximo que conseguir à vista, e só faça prestações em último caso MESMO. Quando você estiver pagando água, luz, telefone, internet, aluguel e despesas com alimentação, não ter que se preocupar com a parcela alta do ar condicionado vai ser um alívio e tanto.

4) Divida tarefas e tenha paciência



Eu sou individualista, cheia de manias, um pé no saco. Mas quando você decide dividir o espaço com seu amor, precisa entender que esse espaço é tão dele quanto seu. Ou seja, não dá pra querer pintar o quarto todo de pink, e encher a sala de plumas vermelhas e cortinas douradas. Assim como você não vai querer que ele encha a parede com posters de carros e de mulheres peladas (!). Esse novo lar deve ser confortável para os dois, então decore como gosta, mas com bom senso. No nosso caso essa divisão fica bem visível nas mesas de trabalho: enquanto o meu home office é na sala, ao lado da estante de livros, com direito a fotos no mural e muitas coisas bonitas pra me inspirar, o dele, que é em outro lugar da casa, tem uma mesa maior e uma luminária mais potente (ele desenha), uma impressora, e o mural tem apenas as ilustrações dele. E quanto às tarefas, a dica é: não faça tudo sozinha e não tenha vergonha de exigir cooperação, pois não dá pra abraçar o mundo. No nosso caso a divisão foi naturalmente, pois eu tenho mais mania de limpeza e cuido mais dessa parte, e a comida fica mais com o Abê do que comigo, já que ele cozinha melhor :v. Quanto às roupas, quem lava é quem percebe primeiro que o cesto está cheio, hehehe. De um modo geral não temos muita regra, mas nos entendemos bem assim e um ajuda o outro, já que nosso tempo é curto.

5)Você vai querer ficar em casa mais do que em qualquer outro lugar

Independente do estado civil, a vontade de badalar vai dar uma boa estagnada. Você vai ter tantas tarefas acumuladas em casa e tanto cansaço nesse couro, que vai ser difícil te convencer a sair, quando você estiver de folga. Lembre-se que esse é seu lar do jeitinho que você queria, então você vai querer passar todo o tempo possível nele. E, ao contrário do que você pensa agora, não vai rolar vontade de dar festas em todo o final de semana - só de pensar na quantidade de louças pra lavar depois, você desiste da ideia. Ahém. Talvez essa fase bicho do mato passe depois de um tempo, mas no momento estou curtindo ela, totalmente.

É isso, galera. Se essas coisas que escrevi ajudarem uma pessoinha que esteja para passar por tudo isso, já fico muito feliz. E logo, logo, vai ter o tour com as fotos que prometi. ;)

Xoxo. :*

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Novidades e férias

Geeeentiii, tô viva.

Sim, eu sumi de novo. Sim, essa é minha primeira postagem de 2016 (que vergonha). Sim, vocês nem devem mais lembrar que eu existo.



Galera, me desculpem. É que 2016 começou me dando chutes na bunda pra me empurrar pra frente - e deu certo. Estou com dias contados para o início das minhas férias (aêêê! \o/) e quase contados para a minha mudança, e só agora consegui dar uma relaxada e aparecer por aqui (mas obviamente estou fazendo isso correndo... :v). Tenho uma tonelada de coi$a$ pra resolver, muita ansiedade e pouco tempo, mas acho que agora vou conseguir compartilhar isso com vocês. :)

Bom, vou começar contando umas coisinhas: eu e meu namorado, em um primeiro momento, pensamos em comprar um apartamento. Chegamos a olhar alguns e eleger um preferido, que está na planta e seria entregue no final desse ano. Porém entretanto todavia , sempre ficava a dúvida se uma casa não seria melhor, onde pudéssemos ter um quintal, uma piscina e bastante espaço. E como um financiamento de apartamento é algo definitivo e pesado demais pra se fazer com dúvida... estagnamos a ideia e começamos a procurar casas, sem compromisso.

Só que, gente... se você não se mudou ainda, não passou por todo esse processo ainda, não sabe o quanto essas decisões são difíceis. São muitos gastos, muitas coisas a considerar, de coisas simples como a posição das tomadas, até a quantidade de quartos se baseando na quantidade de filhos que se pretende ter. Err. E encontrar algo que te satisfaça em tudo e atenda suas necessidades é difícil, e fazer obra em uma casa já pronta dá tanto (ou mais) trabalho e gasto do que construir uma casa inteira.

E essa foi nossa solução: aguardar um tempo para levantar uma grana considerável, comprar um terreno bacana e bem localizado, e construir uma casa do nosso jeito, com todas as doideiras que a gente quiser.



"Mas, como, Letícia? Como é que você está com os dias contados para a mudança, então?" , "Desse jeito vai casar só aos oitenta anos..."



Não, caras pálidas. A mudança vai rolar rapidinho, porque decidimos alugar um apartamento, enquanto isso. Um apartamentinho lindo, não muito grande, porém muito confortável, muito amorzinho, e que vai nos acomodar perfeitamente até darmos a largada para a construção da nossa casinha. Então vocês conseguem imaginar o quanto eu estou enlouquecendo, né? xD

Mil ideias (e execuções) para mobília e decoração, mil contas na calculadora e na ponta do lápis, e um milhão de planejamentos dessa nova etapa... ao mesmo tempo um coração apertado de ansiedade, de saudade antecipada, do medo natural de se iniciar um novo ciclo, completamente diferente do que já se viveu. Mas, por sorte (ou destino), saio de férias dia 3 de março, então, além de descansar, vou ter tempo pra fazer o que quero, me cansar e me divertir horrores. Não vejo a hora, gente.

Assim que a loucura começar (se é que já não começou...), pretendo compartilhar tudo em tempo real pelo Instagram e pelo Twitter (segue lá),  e reunir tudo que rolar em posts aqui. Me desejem sorte! :D



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Coisas que aprendi ao ficar mais velha

Tá, não que eu seja velha (mas na verdade tô ficando velha, mesmo. Err). Não que eu seja a pessoa mais experiente e sábia do mundo - longe disso. Eu tenho momentos de birra e impaciência, momentos de imaturidade besta que me fazem ter vergonha de mim mesma. Mas é por ser autocrítica que eu consigo olhar para trás e ver o tanto que mudei, nos últimos anos. Há um ano atrás, por exemplo, eu estava em situação bem diferente da que eu me encontro hoje. Mas a mudança mais significativa foi na pessoa que eu me tornei, mesmo.

Não vou ficar aqui palestrando sobre tudo que me aconteceu pra mudar minha visão de mundo - até porque, se eu fosse contar tuuuudo mesmo, daria um livro ~não muito bom~, auheuaheuahea. Mas eu gosto de dividir um pouco da minha humilde evolução, e ao mesmo tempo refletir sobre o tanto de coisa que já rolou. E o melhor jeitinho foi contar as coisinhas que aprendi quando me tornei uma velha gagá. Apreciem. xD


*Eu sou uma pessoa de muita sorte
Adolescente é dramático e adora achar que se dá mal em tudo. Mas os dramas costumam ser as roupas caras que não podem comprar, a paixonite não correspondida, a matéria que vai mal na escola... Longe de mim dizer que essas coisas não são ruins, gente, até porque cada um sabe onde dói sua ferida. Mas a questão é que o amadurecimento faz a gente se dar conta de que essas coisas não são nada. Sério! A minha adolescência não teve o glamour dos filmes e minha vida não é flores e música o tempo todo, mas a verdade é que eu tenho e sempre tive muita sorte. Sabem por que? Porque eu sempre tive uma família ao meu lado e pais que não são perfeitos, mas que me amam e jamais me deixaram desamparada. Eu tenho saúde e nunca me machuquei sério. Nas minhas fases mais barra pesada, eu tive amigos incríveis que me ajudaram a me manter de pé. E, pra ser mais clichê ainda, eu tenho casa, comida e chance de estudar, e se levarmos em consideração que assim como nasci aqui, eu poderia ter nascido lá na Etiópia, isso é uma sorte do caramba, mesmo. Aliás, do jeito que tá o mundo, posso me considerar mega sortuda só por nunca ter sido assaltada e nunca ter sido encochada no ônibus.


*O mundo não vai te dar nada
Quando a gente é jovem, tem mania de achar que é invencível e que tudo vai dar certo - ainda que a gente não se mexa pra fazer as coisas acontecerem. Aí o tempo passa, a gente fica pra trás, e culpa o mundo, Deus, Buda, Ganesha e Lilith por nossa vida cruel. Besteira, gente. Independente da sua crença, ficar só rezando não vai te dar nada. Não vai cair do céu uma casa, um carro ou um diploma de faculdade nas suas mãos. Não adianta gastar o salário todo em porcaria, e depois reclamar que não consegue juntar dinheiro. Não adianta levar o emprego na brincadeira, e chiar porque não foi promovido. Não adianta passar a aula toda de papo, e culpar a "professora chata" pelas notas ruins. Essas coisas são bem óbvias, mas tem gente que só entende depois de levar muita porrada. Eu fui uma dessas pessoas.

*Você não tem o direito de julgar ninguém
Deve haver uma explicação científica pra isso, porque o fato é: o ser humano adooora apontar o dedo na cara dos outros. seja pra reclamar do atendimento de um vendedor, seja pra falar da "piranhagem" da vizinha. E sabem uma coisa que notei? As pessoas que mais julgam, geralmente são as mais erradas. Tipo o cara que chama quem tem um casamento aberto de imoral, mas trai a esposa sem o menor remorso. Ou a mulher que reclama do machismo do marido, mas só ensina a filha a fazer tarefas domésticas, enquanto o filho ganha tudo nas mãos. Ou a pessoa que vive na igreja ouvindo o pastor/padre/seja lá o que for falar em piedade e amor ao próximo, mas não tem o menor remorso em falar mal de um semelhante. Gente, essa é uma das coisas que me dão mais vergonha, mas eu muito fiz isso. Ainda que sem intenção eu já machuquei muita gente, e hoje vejo o quanto isso é errado. Hoje em dia não atiro pedras em ninguém antes de conhecer a história toda - aliás, nem conhecendo eu atiro, porque tenho plena consciência de que não sou um ser perfeito, e portanto não tenho esse direito.

*As coisas acontecem nas horas certas
Meu primeiro namoro durou anos, entre idas e vindas. E não época eu já pensava em casar e ter filho (podem acreditar), mesmo sem ter nem noção do que seria do meu futuro, e do que eu gostava de estudar e trabalhar. Sofri muito por não ter dado certo, mas depois de adulta percebi que ter dado errado foi a melhor coisa que me aconteceu. Aquele relacionamento era destrutivo, e se tivesse ido adiante, o estrago seria imenso. Na época em que acabou foi horrível, e cheguei a pensar que jamais conseguiria amar alguém novamente. Mas minha época de solteira foi a de mais aprendizado. Foi nessa época que pude me conhecer melhor, pude aprender coisas novas, pude viver uma juventude que eu ainda não tinha vivido e, principalmente, pude aprender a ser independente, porque nessa vida a gente nasce e morre sozinho. Estou em um relacionamento maravilhoso no momento, e ele só veio depois que me estabeleci em um bom emprego, voltei a estudar e comecei a levar meus objetivos a sério. A melhor fase da minha vida é agora. <3

*Você não precisa agradar ninguém
E quando digo ninguém, é ninguém mesmo. Nem mesmo seus pais. Claro que é preciso ser grata a eles e ajudá-los em tudo que você puder, mas ainda assim, a sua vida é apenas sua. Só você decide se quer se casar e ter uma família, independente de seus pais quererem netos ou não. Só você decide se quer se formar advogada ou ser uma estrela do rock, ainda que seus pais queiram que você seja médica. Só você decide se quer ser cristã ou wiccan, ainda que sua família toda seja evangélica. E se você quiser morar com um monte de pessoas e fazer sexo grupal com todas elas, isso é problema só seu - se você estiver vivendo a sua vida sem prejudicar ninguém, ela diz respeito apenas a você. E se alguém vier cagar regras e te colocar moral, mande tomar no cu. Simples assim.

*As pessoas que amamos não são eternas
Crescemos sabendo que a morte é a única certeza da vida, mas ainda assim parecemos não ter consciência de que ela pode acontecer a qualquer momento. A mesma sensação de invencibilidade da adolescência nos leva a pensar que nada de ruim vai acontecer com a gente, só com o vizinho, mesmo - e aí a gente perde um tempo precioso fazendo birra com quem a gente gosta, discutindo por coisas totalmente desnecessárias e deixando de visitar as pessoas por pura preguiça. Olha, gente, eu perdi muitas pessoas queridas nos últimos anos, e nenhuma dor se compara à de perder alguém que a gente ama para a morte - nem fim de namoro, nem perda de emprego, nem fim do seriado favorito ou derrota do time... nada. Mas nós não sabemos quando nossa família, nossos amigos ou mesmo nós vamos partir dessa para uma melhor, então a única solução é aproveitarmos todo o tempo que tivermos. Visitando nossos avós, curtindo muito com nossos amigos, e fazendo o que tivermos vontade. Valorizando as pessoas e sabendo abrir mão do orgulho e perdoar. Convivendo mais. Isso não vai tornar a dor menor, quando as pessoas forem embora. Mas ao menos vai te dar muito mais recordações boas, e a certeza de que viveu tudo que tinha que viver, ao lado dos entes queridos. ^.^


Que delícia escrever esse post, gente! É muito bom dividir isso com vocês, porque assim visualizo o quanto esses anos a mais me fizeram bem. Me dei conta de que hoje posso dizer que tenho absolutamente tudo, e que apesar das cicatrizes, sou uma pessoa feliz.

Espero que tenham gostado do post, e que ele faça com que vocês também reflitam e aprendam. :)

domingo, 9 de agosto de 2015

A arte de Pawel Kuczynski

Oiii, gente! :D
Hoje é dia dos pais! Daqui a pouquinho tô indo viajar com o meu papis lindo ^.^. Mas levantei cedinho, só pra deixar aqui esse post pra vocês.

Conheci essas ilustrações por acaso, em um momento ocioso na internet. Elas logo me chamaram a atenção, e então pesquisei para saber mais sobre o autor. É o polonês Pawel Kuczynski, um cartunista especializado em artes gráficas que usa sua arte para fazer reflexões críticas, utilizando ironias e sátiras.  



Dizendo frases como "Me considero um observador de tudo que se passa ao meu redor" e "A arte moderna não interessa para pessoas comuns.", pode-se dizer que Pawel é um artista apaixonante <3. Seus desenhos têm tudo: desde crítica à hipocrisia dentro do ativismo ecológico, passando pela crítica ao vício nas redes sociais, e também desigualdade social e política. As obras são incríveis. O talento do moço é inegável: algumas imagens são incômodas, tamanho o "cutuco" que dão na nossa consciência.







Mesmo para quem não concorda com alguns questionamentos de Pawel, vale a pena dar uma olhada. Acho fundamental que existam artistas assim, pensando fora da caixinha e buscando fazer algo mais.

 Essa é sensacional. :v



E então, gente, já conheciam o trabalho do Pawel Kuczynski? O que acham de obras assim, questionadoras? Dessas que coloquei aqui, qual a que vocês mais gostaram? 

Quem conhecer mais artistas desse tipo, me mostrem, please! ^.^



Clique aqui para ver o site oficial do Pawel Kuczynski.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Projeto: "Ah, branco, dá um tempo!"


"-São os negros que odeiam os brancos." "-Negros são mais racistas que os brancos." "-Negro, quando não caga na entrada, caga na saída." "-Fez serviço de negão." Se você já ouviu pelo menos uma dessas besteiras (e com certeza já ouviu/leu), ou alguma outra fase no mesmo estilo, talvez entenda o movimento que estou citando nesse post. Mas se isso não for suficiente, acredito que apenas ler os cartazes das fotos já irá despertar algo em você.


O projeto "Ah, branco, dá um tempo!" é da Universidade de Brasília e inspirado pelo projeto "I, Too, Am Harvard." ("Eu também sou Harvard"), criado por jovens negros da Universidade de Harvard, nos EUA. Essa versão brasileira, idealizada pela estudante de Ciências Socias Lorena Monique, de 21 anos, tem o Tumblr como maior forma de divulgação, e falar sobre a importância da Lei de Cotas é o principal objetivo da campanha - que é excelente. É com os jovens segurando as plaquinhas com frases que  já ouviram saindo da boca de brancos, que percebemos o quando essas frases que um dia naturalizamos são cruéis, mesmo aquelas travestidas de "piadas". Vejam algumas fotos (é de dar nó na garganta), que eu me vi obrigada a comentar:

O "gênio" que falou isso é quem deve estar 
mortalmente constrangido, nesse momento...

Não, idiota, ela vai guardá-lo na gaveta e recolocá-lo só 
quando chegar em casa, só para não ofender você. ¬¬

E quer o que, uma medalha?

Sem comentários...

Mas gente... *.*

A que ponto chega a escrotice do ser humano...

Mais fotos podem ser vistas pela internet a fora, e devem ser compartilhadas - quanto mais essa campanha se espalhar, melhor! E clicando aqui, você acessa o Tumblr do projeto, e assim o conhece melhor. Tá esperando o que?

Xoxo. :*

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Especial Halloween: Lugares assustadores de Porto Alegre

Oie, galera!

Estou há bastante tempo com essas fotos no computador, já que fiz esse passeio na véspera do dia dos pais. Era pra ter postado antes, mas me enrolei, viajei a trabalho, então achei melhor fazer essa postagem na semana do Halloween. Sejam bem vindos a essa viagem assustadora só que não, muahahahahahaha! xD


Igreja Nossa Senhora das Dores

Centenária e construída por escravos, essa igreja fica na Rua dos Andradas (Rua da Praia), pertinho da Sede do Comando Militar do Sul. O caso é que, até 1857, a praça que fica bem em frente à igreja servia de palco para nada menos que execuções públicas. O famoso Largo da Forca.

Foto atual de onde ficava o Largo da Forca.

Uma das histórias que o povo conta é que um escravo que trabalhava na construção da Igreja foi condenado à forca - injustamente, diga-se de passagem. No dia da execução, o escravo teria rogado uma praga ao seu senhor, dizendo que este jamais veria as torres construídas. A praga deu certo: a obra demorou mais de cem anos para ficar pronta, e a lenda se propagou. Também há quem diga que o local é assombrado até hoje não só pelo fantasma desse escravo, mas também pelos de todas as pessoas que morreram no Largo da Forca.

Eu tendo a ter sensações estranhas em locais de energia pesada por algum motivo, mas não senti nada de ruim na Nossa Senhora das Dores. Pelo contrário, é um lugar tranquilo. A igreja também é muito bonita por dentro, apesar de ser relativamente simples. E subir a escadaria dela é de matar, hahahaha. >.<



O Castelinho do Alto da Bronze

Segundo a história local, esse castelo foi construído em homenagem à paixão avassaladora (que eu chamo de outra coisa, mas ok...) de Carlos Eurico Gomes por sua esposa, a quem manteve presa no prédio por quatro anos, a impedindo até mesmo de ir até as janelas (!). O casamento obviamente acabou, e o castelo acabou sendo desabitado e assim permaneceu durante anos. E foi assim que surgiram as histórias: por ter ficado vazia, a construção acabou ganhando fama de assombrada, e as pessoas costumam evitar passar pelo local durante a noite.

Uma pena que não dá pra entrar nesse castelo :(. Por ser propriedade particular, ele fica trancado e não se vê movimento algum, e apesar de o meu amigo Rennan, que me acompanhou, ter dito que o pai dele certa vez conseguiu invadir o local durante á noite, eu não sou #VidaLoka a ponto de tentar fazer isso :V. De fora ele é muito bonito e também não senti nada de estranho aqui. Infelizmente não deu pra tirar boas fotos, pois ele fica em uma esquina da Duque de Caxias, que é bem movimentada. Tirei essa foto do outro lado da rua, em um pequeno intervalo em que carros não passavam, hehehe.

A Rua do Arvoredo

Essa rua (atual Rua Fernando Machado) foi cenário de um dos possíveis crimes mais macabros da história, que ganhou manchetes no país inteiro e chegou a aparecer até no Linha Direta, da Rede Globo - sim, aquele programa que passava quando a minha geração ainda era criança e do qual a gente morria de medo, mas ainda assim não perdia nenhum episódio xD. A treta foi a seguinte: em 1864, um inspetor de polícia chamado José Ramos veio de Santa Catarina e comprou/alugou a casa de Carlos Klausser, dono do açougue que funcionava no mesmo endereço. José Ramos, que frequentava lugares requintados da capital, logo conheceu a belíssima húngara Catarina Palsen, com quem passou a viver. A "lenda" (eu acho que é verdade, mas não existem provas concretas) conta que Catarina passou a atrair vítimas para a tal casa açougue, onde José as matava e Carlos as transformava em linguiça O.O. Tá, falando assim parece até viagem, mas essa história é famosíssima, e você pode encontrar várias informações e versões dela na internet. (Pesquisem "Crime do Arvoredo").


Essa é a escadaria da casa em que o suposto açougue funcionava - e aqui, sim, tem o maior climão, galera! Senti uma energia beeem pesada, tanto que eu e o Rennan subimos até o topo, mas eu não suportei ficar nem 1 minuto lá em cima e logo desci, por isso só tem fotos assim, debaixo.


O arvoredo que fica quase em frente à casa e dava nome à rua, por outro lado, é belíssimo e totalmente em paz. Tem pracinha, e no dia em que fomos tinha até uma família brincando com algumas crianças. Apesar da história da rua, dá pra esquecer um pouco disso e passar uma tarde bem agradável no arvoredo.



Museu do Comando Militar
Foto retirada do Google, já que a anta esqueceu de
fotografar a fachada do prédio. ¬¬

O Museu Militar do Comando Militar do Sul (é esse mesmo o nome) é uma construção recente: foi criado em 24 de maio de 1999, com a intensão de recolher e expor objetos que remetem a história do Exército Brasileiro, mais precisamente do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).Fica na Rua dos Andradas (Corredor Cultural de Porto Alegre), e seu acervo tem peças de grande valor histórico, dispostas em salas temáticas que têm desde capacetes e medalhas, a canhões e viaturas.


o


Esse lugar não é assombrado, tão pouco assustador - eu diria que ele é fascinante, isso sim. É incrível a carga emocional que cada capacete original, com direito aos buracos de tiro e tudo, traz. Ou a loucura que é ver preservado o diário de um soldado que lutou na Guerra dos Farrapos, com sua letrinha tremida descrevendo o caos e o medo de estar dentro de uma tenda, enquanto o mundo vinha abaixo do lado de fora. O Museu do Comando Militar é um lugar que quero visitar mais uma vez e tirar várias fotos, para fazer um post só sobre ele. Se você pensar naqueles soldados não só como militares, mas como pais de família, ou como o jovem filho de alguém, ou como um rapaz que sonhava em estudar e ter um futuro, é impossível não se emocionar.



É isso, galera. O post não ficou lá muito completo, porque no dia em que fomos não deu tempo de ir a muitos lugares, então vários lugares supostamente assombrados de Porto Alegre ficaram de fora :( . Mesmo assim, eu super curti o passeio inusitado, e super sugiro para quem gosta de mistério. Mesmo pra quem não for da minha região, pesquise, e com certeza vai encontrar lugares cheios de história pra contar, na sua cidade. =)

Xoxo, e feliz Halloween! (quero ver quem vai me mandar presente u.u).

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

TAG: Conhecendo a blogueira

Olá, gente! :D

Nesse momento estou na maior correria, trabalhando muuuuito :P. Mas arranjei um tempo pra participar da TAG "Conhecendo a blogueira", em que fui indicada pela fofa da Patricia, do Garotas Digital. O primeiro item da TAG consiste em listar 11 fatos sobre mim. Vamos ver se consigo listar algo interessante, e que vocês ainda não saibam (ahém).



1. Eu participei das manifestações, ano passado. Sim, eu fui pra rua! \o/ (mas acho que isso vocês já sabiam...)
2. Eu sou viciada em doces, e uma vez por semana como uma panela de brigadeiro. E já foi bem pior: já teve épocas em que eu comia todos os dias. Err. Mas, desde que recomecei a malhar, parei com essa palhaçada. A saúde e o corpitcho agradecem. :D
3. Eu não tenho photoshop no meu computador, não sei editar vídeos, e sou uma negação em html. Olhem que beleza de blogueira... Aauhuehauheuaehuaeha.
4. Eu tenho uma queda por rapazes cabeludos, e se for músico essa queda se acentua. Podem me chamar de Maria Palheta, tô nem aí. u.u
5. Eu não consigo de jeito nenhum ficar sem brincos. O tamanho não importa, mas eu SEMPRE preciso estar usando, e isso também vale para anéis. Já as pulseiras e os colares eu dispenso, dependendo do look.
6. Meu cabelo atualmente está com a cor natural, que é um castanho meio acobreado. Mas ele já teve mechas bem loiras, já foi bem vermelhão, e no ano passado ainda estava pintado de preto. Agora decidi largar um pouco das tintas, e cortei, pra renovar o visu. =)
7. Eu tenho duas tatuagens: Uma é a frase "Liv and let die", nas costas e um pouco acima do quadril. Essa tatoo foi a primeira que eu fiz, e sou apaixonada por ela. A outra é no antebraço direito, as iniciais dos meus pais e um coraçãozinho vermelho (mas ela tá precisando urgente de retoque, porque o pigmento vermelho ficou FAIL em mim).
8. Eu não vou morrer antes de conhecer o Japão. Tô falando sério.
9. E por falar em Japão...sou uma negação pra falar inglês (língua enrolada feelings), mas tenho muita facilidade em japonês. Só com os animes que assisto, já aprendi várias palavras, e tenho uma pronúncia boa. Quando der, quero fazer um curso intensivo.
10. Meu vestido de quinze anos foi verde-limão. Hoje em dia isso já é comum, mas há oito anos atrás qualquer cor que não fosse branco, rosa ou azul-bebê ainda era tabu. Muita gente torceu o nariz na época, mas a grande maioria amou a novidade e me aplaudiu por ter sido tão original (até hoje me elogiam por isso). A decoração da festa foi em verde e prata, qualquer dia cato uma foto e mostro procês. Ah, e se eu fosse fazer quinze anos hoje, iria de vermelho ou preto. u.u
11. Eu tenho medo de ficar velha. Acho que até já contei isso aqui, né? Mas é verdade, acho que não vou saber envelhecer, não vou me conformar. Vou ser uma vovó tipo a Susana Vieira, usando minissaia e pegando os galetinhos, auehuaheuahuehuaheuahhauehaua. xD

A segunda parte da TAG é responder as 11 perguntas feitas pela Patricia =). Bora lá:

1)Qual a sua comida favorita?
Acho que não tenho A comida favorita, sabe? Sou muito do arroz e feijão, se tiver isso pra comer já tô feliz. Mas, se for citar uma preferência, cito massas em geral. #Gorda.

2)Qual a sua religião?
Eu sou batizada, catequizada e crismada na católica, mas não pratico. Gosto de estudar o espiritismo de Allan Kardec e a Wicca, mas atualmente não tenho uma religião definida. Aliás, acho que tô mais pra agnóstica.

3)Qual a sua inspiração na vida?
Minha família, formada por pessoas humildes, que tiveram uma infância difícil, mas se tornaram todos trabalhadores e conquistaram a duras penas o conforto que têm hoje em dia. Também admiro porque são todos muito unidos, e quando um precisa todo mundo corre. Minha família é a base que me mantém de pé. :)

4)Qual sua música predileta?
Poutz, impossível escolher uma só. Mas uma que me marcou e sempre me emociona é a versão do LS Jack para "Amanhã não se sabe".

5)Qual seu time?
Sport Club Internacional (yeah, gaúcha e campeã de tudo \o/).

6)TV ou Internet?
Internet! TV ultimamente tá ó, uma bosta.

7)Gosta de ler?
Eu aprendi a ler com seis anos, e nunca mais parei. Minha  mesinha de cabeceira sempre tem dois ou três livros, e se eu ficar sem nenhum, fico doente. Sou a sócia mais frequente da Biblioteca da cidade. :v

8)Uma música inesquecível.
Pra não repetir a resposta da 4, vou citar "Life is like a boat", do Rie Fu. Mistura inglês e japonês, e eu canto todinha! :D

9)Além de blogueira, sou:
Fanfiqueira, baby-siter, drinking girl (nome bonito que inventei pra dizer que trabalho na barraca de bebidas que meu tio monta em eventos, aeuhauehauehuaheuaheuaehuhauea), estudante de letras e modelo ocasional (mentira).

10)Frio ou calor?
Frioooooo! O verão daqui do Sul é o inferno na Terra, passo o tempo todo mal-humorada. :P

11)O que acha do meu blog?
Conheço a pouco tempo, mas acho ele uma graça. Continue com tudo! ;)

Esse é o Gaara, e  ele não tem absolutamente
 nada a ver com o assunto. Coloquei ele aqui
porque ele é bonito. Ahém.

Para responder essa tag, indico as lindas: Tsu, do Empadinha Frita; Amanur, do Amanur ; Ingrid D'Marcelle, do Se sentindo mãe ; Juliana Cremonine, do Juliana Cremonine Make Up, Toques & Truques ; Vânia Cristina, do Zombie Effect ; Katlyn Kraus, do Hi, cultura ; Naah Oliveira, do Chega mais amiga ; Nanda Dória, do Vodka & Scarpin ; Suzi Gomes, do Somando Conhecimento ; Amanda Perrota, do Rock Appeal ; e Gisele Rodrigues, do A culpa é sempre minha. Não esqueçam de listar a 11 coisas sobre vocês, e de indicarem mais 11 blogueiros(as) pra participar. Aqui estão as perguntas que elaborei pra vocês:

1)Por que você decidiu criar um blog?
2)Qual foi a sua primeira rede social?
3)Se pudesse voltar ao passado e mudar alguma coisa, o que mudaria?
4)Qual a lembrança mais marcante da sua infância?
5)Quais são os seus filmes favoritos?
6)Qual a coisa mais estranha que já te falaram/perguntaram? (incluí essa porque eu recebia perguntas mega esquisitas, no Ask.)
7)Qual foi o maior mico que você já pagou.?
8)Qual o lugar que você mais sonha em conhecer?
9)Existe alguma celebridade/personalidade que te inspire?
10)Se eu te desafiasse agora para cantar em um karaokê, qual música você cantaria?
11)Seu pensamento do momento:

É isso, galere! Adorei responder essa TAG, e quero agradecer à Patricia por ter me indicado. E estou louquinha pra conhecer melhor todas vocês! ^.^



Xoxo. :*

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Coisas que você deve parar de fazer a si mesmo

Ontem, zapeando pelo Facebook (normal), encontrei um link para uma espécie de lista com metas "ao  contrário" - resumindo, com 30 coisas que devemos deixar de fazer, pois elas sabotam nossa felicidade sem que a gente nem perceba. A matéria é ótima e traz dicas relativamente simples, mas que, se pararmos pra pensar, fazem todo o sentido - e não tem como não se identificar.



Para quem quiser ler na íntegra, a lista com as 30 coisas está aqui. Coloquei aqui no blog as que mais me chamaram a atenção:

*Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano.
A coisa mais dolorosa é perder-se de si mesmo por amar alguém demais, e esquecer que VOCÊ é especial, também. Ajude os outros, mas ajude-se, também. Se existe um momento para correr atrás da sua paixão e fazer algo que realmente importa para você mesmo, o momento é agora.

*Pare de tentar ser alguém que você não é.
Um dos maiores desafios desta vida é ser você mesmo, em um mundo que tenta torná-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, mais esperto ou mais jovem, mas esse alguém jamais será você. Não mude para que os outros passem a amá-lo. Seja autêntico, e as pessoas certas o amarão pelo que você é de verdade.

*Pare de ter medo de cometer erros.
Fazer algo e falhar é ao menos dez vezes mais produtivo do que nunca tentar nada. Todo sucesso deixa uma trilha de falhas atrás de si, e cada falha é um passo rumo ao sucesso. Você acaba se arrependendo muito mais das coisas que NÃO fez.

*Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros.
Se você não está feliz com quem você é por dentro, tão pouco será feliz em um relacionamento com outra pessoa. Você precisa criar estabilidade na própria vida em primeiro lugar, antes de compartilhá-la com alguém.

*Pare de tentar competir com todo mundo.
Não se preocupe com o que os outros fazem melhor do que você. Concentre-se em bater seus próprios recordes todos os dias. O sucesso é uma batalha travada apenas entre VOCÊ e VOCÊ MESMO.

*Pare de perder tempo se explicando aos outros.
Seus amigos não precisam, e seus inimigos não vão acreditar, então relaxe. Apenas faça o que seu coração aponta como o caminho certo.

*Pare de neglicenciar a beleza dos pequenos momentos.
Aproveite as pequenas coisas, pois um dia você pode olhar para trás e descobrir que elas eram as grandes coisas. A melhor parte da sua vida será composta dos pequenos bons momentos que você passa com quem lhe é importante.

*Pare de seguir o caminho do menor esforço.
A vida não é fácil, especialmente quando você planeja alcançar algo de valor. Não pegue o caminho mais fácil, faça algo extraordinário.

*Pare de se preocupar demais.
A preocupação não removerá os obstáculos do amanhã, mas removerá as delícias do dia de hoje. Um modo de verificar se algo vale a preocupação é se perguntar: "Isso importará daqui a um ano? Três anos? Cinco anos?". Se não, então não é nada que valha o esforço de preocupar-se.

*Pare de ser ingrato.
Não importa o quão bom ou ruim as coisas estejam, acorde todo dia grato pela sua vida. Ao invés de pensar naquilo que falta, tente pensar em tudo aquilo que você já tem e que quase todo mundo sente falta.



E aí, o que acharam? Essas dicas são uma boa maneira de nos fazer "acordar" pra vida, não é mesmo? =)


Fonte: Awebic

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Clube dos 27


De todos os assuntos que fascinam a humanidade, a morte com certeza está entre os primeiros. Tanto por quem adora falar sobre ela quanto por quem a vê como tabu, tanto por quem a desafia diariamente quanto por quem treme de medo e tem taquicardia só de imaginar, a morte, como diria Steve Jobs, "é a única certeza da vida." E aí entramos em questão filósoficas: Por que temer algo que não pode ser evitado e vai acontecer, mais cedo ou mais tarde?

Morrer jovem é um dos grandes medos da maioria das pessoas. Por outro lado, ninguém quer ficar sofrendo em cima de uma cama. Ninguém quer o sofrimento, mas ninguém quer morrer rápido. Entendem a complexidade do assunto? A verdade é que ninguém quer morrer, mas a grande maioria também não quer viver - pelo simples fato de levar tudo em banho-maria e não fazer absolutamente nada para o mundo. Viver uma vida em vão não é nada além de sobreviver. E sobreviver não é nada além de esperar a morte. Qual o sentido de nascer e crescer sempre esperando a morte?

As pessoas da lista que trago hoje morreram muito cedo, todos de forma trágica e deixando uma legião de fãs inconsoláveis, mas todos deram uma grande contribuição ao mundo: Seu talento. O famoso "Clube dos 27", um mistério que permanece até hoje: há quem tente dar explicações científicas - afinal, 27 anos é uma idade difícil, em que não se é velho mas também não é adolescente, e a atribulada vida na mídia aliada a inconsequência e aos abusos acabaram por bater os pregos do caixão dessa turma. Há quem vá mais longe e jure que se trata de uma maldição, ou mesmo um pacto com o coisa-ruim que esses artistas possam ter feito, em troca de sucesso. Há várias teorias da conspiração espalhadas na internet, algumas interessantes e outras de gargalhar, mas aqui vou falar de alguns dos ídolos que morreram aos 27 anos, do mais antigo ao mais recente:

7. Robert Johnson

"Fundador" do clube, morreu em agosto de 1938. Cantor de blues, sua morte não foi esclarecida até hoje - a versão mais conhecida (e plausível) é envenenamento em um bar, após flertar com a mulher do dono do local. A hipótese de que teria vendido a alma ao diabo em troca de seu talento na guitarra também é bem popular.

6. Brian Jones

Um dos fundadores da banda Rolling Stones, foi encontrado morto na piscina de sua casa, em 3 de julho de 1969. Embora a Certidão de Óbito esteja registrada como morte acidental, Brian era um excelente nadador, e até mesmo um possível assassinato permanece sob suspeita. O consumo excessivo de drogas fez com que ele fosse convidado a se retirar da banda, pouco tempo antes de sua morte.

5. Jimi Hendrix

Considerado por muitos o maior guitarrista de todos os tempos, morreu asfixiado no próprio vômito em um quarto de hotel, em 18 de setembro de 1970. Na época, consumia drogas e bebidas sem a menor moderação.

4. Janis Joplin

A talentosíssima  cantora  morreu em 4 de outubro de 1970. Faleceu em Los Angeles, Califórnia, vítima de uma overdose de heroína. Além da grande perda que foi para o mundo da música, Janis é uma das minhas favoritas da lista.

3. Jim Morrison

Ex-vocalista do The Doors, morreu em 3 de julho de 1971, em Paris. Encontrado na banheira de seu apartamento, o relatório acusa um ataque cardíaco como causa do óbito. Mais de 40 depois, teorias sobre overdose e assassinato ainda circulam.

2. Kurt Cobain

Sou suspeita pra falar, porque sou apaixonada por ele *-*. Fundador, vocalista e guitarrista do Nirvana, Kurt faleceu em 8 de abril de 1994. Foi encontrado em sua casa em Seattle, com uma espingarda apontada para o queixo. Apesar da tocante carta de suicídio (versão oficial), muita gente acredita que foi assassinato - e francamente, também tenho minhas dúvidas. Além do talento e da voz deliciosa, Kurt era lindo feito um anjo.

1. Amy Winehouse

Caçulinha do clube, Amy deixou esse mundo em 23 de julho de 2011. Apesar de ser uma das vozes mais poderosas de sua geração, ela também tinha um extenso histórico de abuso de álcool e drogas, chegando a ter sido internada várias vezes. Com seus vestidos justos, maquiagem e cabelo bem marcados e várias tatuagens, era também um ícone de estilo. 


Sobre as teorias da conspiração sobre o "Clube dos 27"... bem, não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Acho tudo muito fantasioso, mas ao mesmo tempo tudo é estranho demais para ser coincidência. Acredito que as teorias de maldição só tenham ganhado força a partir da terceira morte, e obviamente as que vieram posteriormente corroboraram ainda mais a ideia. Por outro lado, a vida desregrada dessas pessoas é inegável - o que não julgo de forma alguma. Por ter se suicidado, Kurt é um dos mais criticados de todos (em breve escreverei sobre isso), mas como diz o ditado, "cada cabeça, uma sentença". Ninguém pode saber o que se passa na mente de seu semelhante, para o compreender por completo suas atitudes. Então, acho que independente de qualquer coisa, devemos reconhecer o talento desses músicos e a grande perda que suas mortes representaram para a arte. 



Galera, vou viajar durante o carnaval e semana que vem já  estou partindo, então talvez a próxima postagem atrase um pouco. De qualquer jeito, boa folia pra quem curte! Beijinhos. :*