Você não percebe o o tempo passar. Sente vontade, corre atrás, batalha com todas as forças pra conseguir. Mas a transição dói. E a ficha... ah, essa só cai no dia em que você começa a encaixotar sua vida. Pedaços da sua história, reflexos seus que te acompanharão em uma nova jornada, deixando pra trás um antigo ciclo, abrindo mão do aconchego materno para conseguir aquilo que todo mundo precisa: a independência. A capacidade de dirigir a própria vida.
Você não percebe a dimensão disso, enquanto está apenas se preparando, gastando seu salário em traqueiras de decoração, ou mesmo colocando na ponta do lápis as alegrias e as dificuldades dessas novas batalhas que se iniciam - batalhas sem roupa lavada e comidinha pronta na mesa todos os dias. Você não percebe realmente a dimensão de tudo, nem mesmo quando sua tia a presenteia com uma lavadora de roupas, sua sogra com uma geladeira, e sua mãe com um fogão. Nem mesmo quando seu pai se oferece para instalar o chuveiro e as tomadas. O bichinho só te pica, mesmo, quando uma pilha de caixas de papelão e jornais invadem seu quarto, engolindo tudo que está ali e te acompanhou durante sua vida inteira.
E na vida, essa deve ser a única felicidade que dói. A felicidade de evoluir, e ao mesmo tempo morrer um pouco. A felicidade de enterrar de vez a infância, e dizer olá para a difícil vida adulta. Aquilo que você só se dá conta no derradeiro dia de "encaixotar", de guardar sua coleção de livros em uma enorme caixa de panificadora, sabendo que só os verá novamente em uma nova casa e uma nova estante, em uma sala que terá a sua cara e muito pouco da sala em que você passou as manhãs vendo desenho animado e as tardes jogando videogame com seu pai.
Conforta saber que se está longe, mas se está perto. Que a antiga porta estará sempre aberta, assim como a sua. Que tudo isso não é um fim, mas sim um delicioso e necessário recomeço.
Então tenha coragem. Encaixote seus livros, sem medo de desembrulhá-los e colocá-los na nova estante. :)
Quando decidi fazer a "reforma" do blog, uma das minhas ideias era usá-lo quase como um "diário" mesmo, contando tanto coisas boas quanto coisas ruins, e a minha forma de lidá-las. Por isso que hoje vim aqui: para dizer que NÃO TÁ FÁCIL!
Vocês já passaram por alguma situação em que o tanto de coisas acontecendo era tão grande, que o cérebro começou a dar lag? Eu tô nessas desde outubro do ano passado, quando eu e o Abê (meu mors <3) comunicamos nossos planos à família. Eram tantas dúvidas quanto ao local escolhido e os trâmite$, que tinha dias em que eu tinha vontade de chorar. Depois que definimos o local e acertamos as coisas com o locatário, fiquei mais tranquila - mas não 100%, óbvio. Quando uma ansiedade termina, começa a outra.
Esperar é a coisa mais chata do mundo, galera, e a gente passa a vida inteira esperando as coisas. Esperamos nove meses para nascer. Esperamos o primeiro amor. Esperamos o pagamento cair na conta. Esperamos a fila do cafezinho andar. Err. Aliás, eu acho que a vida é exatamente isso, uma imensa fila para as coisas acontecerem, com só uma pessoa atendendo e senhas que chegam ao número 12215.85795947.167248975zzz.
Estou na fase de já comprar os móveis, de calcular as contas, de me preocupar com coisas que a gente não se preocupa quando ainda está na casa dos pais (tipo a quantidade de tomadas, como comentei no último post). Aí você quer fazer tudo, quer comprar tudo que imagina que vai ficar lindo no seu cantinho, mas ao mesmo tempo tem que segurar a periquita gastadeira, porque os primeiros meses em uma casa nova são os mais apertados. Tenho sorte por ser pão dura, ter pânico de cartão de crédito e só comprar à vista, porque se eu comprasse por impulso, já estaria enforcada até 2020 :v.
E, voltando ao assunto "esperar", é mega chato esperar pra pegar a chave. E olha que com a gente vai ser infinitamente mais fácil, porque vamos alugar o apartamento do meu pai e direto com ele, então já não teremos que lidar com a burocracia das imobiliárias. A espera está só pela inquilina atual deixar o imóvel (que deve ocorrer nas próximas duas semanas). Mas é impressionante: quanto mais próximo está, parece que mais demora.
Mas, enfim, contei tudo isso pra desabafar, porque essa ansiedade interferiu em tudo - e eu ainda tenho que lidar com esse calor insuportável (odeio), conciliar família, faculdade e um trabalho puxadíssimo, que me toma inclusive os finais de semana :(. E com toda essa loucura, os mais prejudicados foram o blog e as minhas fics. Eu simplesmente não consigo me concentrar em mais nada, e até mesmo as redes sociais ficaram um pouco abandonadas. Eu tinha ideia de terminar a fic que escrevo atualmente até o final de 2015 e já entrar 2016 postando ela - mas já estamos no final de fevereiro, e até agora nada :C. E como sou do tipo que escreve com o coração e não aceita entregar algo meia boca, não tem jeito: vai demorar. Enquanto eu estiver pirada a ponto de fazer coisas estranhas (como esquecer o celular em casa, ligar a torradeira e esquecer de colocar o pão, tentar pagar as compras com o cartão de vale transporte, etc...), não vai ter história nova. A boa notícia é que, assim que a mudança ocorrer e eu conseguir organizar as coisas, tenho certeza que minha criatividade volta. E o bom é que vou estar de férias, então terei bastante tempo pra colocar tudo em dia. ;)
É isso por hoje, amores. A você que conseguiu ler essa choradeira até o final, meu mais sincero muito obrigada. Eu precisava compartilhar esses sentimentos. E se alguém aí já tiver passado por situação semelhante, me conte e me mande dicas de como passar por toda essa inquietação, hehehe.
Como já comentei no post anterior, muitas coisas vem acontecendo na minha vida. Felizmente, só coisas boas. Se há um ano atrás alguém me dissesse que eu estaria como estou hoje, eu certamente cairia na risada, e depois perguntaria o que a pessoa fumou.
Mas, ainda bem, sou do tipo que se permite mudar de opinião. Que aceita mudanças. Que sabe que pra nada existe um nunca. E é por isso que vou contar qual é essa novidade, mesmo sabendo que vocês vão tirar sarro da minha cara por cem anos.
Nunca escondi de ninguém que tinha vontade de sair da casa da minha mãe, e ter um lugar meu. O que me impedia era que ~this impossible~ bancar uma casa inteira, comer, e ainda pagar as mensalidades da facul. Mas já entrei 2015 disposta a começar a juntar dinheiro para, um dia, realizar esse objetivo. E, de fato, comecei a fazer isso. Mas minha ideia sempre foi morar sozinha, tendo no máximo um vira-latas como companhia.
E é nesse momento que vocês começam a rir.
Eu sempre berrei que jamais me casaria, pelo simples fato de que não acreditava em casamento. Não entendia as necessidades que as pessoas tinham de fazer tudo em conjunto, achava que casamento era uma coisa pra doidos, em que uma parte sempre acabava cedendo/perdendo mais que a outra. O fato de a maior parte dos exemplos que tive terem sido negativos fez com que eu me tornasse muito fria e egoísta quanto a isso, e eu já havia me acostumado com a ideia de ser a solteira convicta da família.
MAS A VIDA É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS! (Não resisti à piada...)
Eu sempre tive problemas em dormir acompanhada, mesmo nos meus namoros anteriores. Dormir acompanhada era sinônimo de dormir mal a noite inteira, acordar o tempo todo e nunca estar totalmente sossegada. Talvez fosse um trauma da vida passada, sei lá. Err. Mas, em uma certa noite, quando decidi dar uma chance para a pessoa que, na minha vida inteira, mais mereceu essa chance, algo muito forte aconteceu, e algo muito importante mudou em mim. E, pela primeira vez em vinte e quatro anos, eu dormi acompanhada uma noite inteirinha. Me sentindo segura, em paz e sem pesadelos. E foi isso, aliado a todos os fatores que levam uma pessoa a querer dividir a vida com alguém, que fez com que chegássemos ao ponto em que chegamos.
Em uma das minhas últimas postagens, contei a vocês que algumas coisas mudariam por aqui. Nem sei ao certo quando meu desânimo com o blog começou e quando aceitei que precisava de uma reinvenção. Mas, quanto mais semanas passavam, menos vontade eu tinha de fazer minhas postagens habituais, e menos sentido eu via nelas. Então, entre largá-lo e mudá-lo, toquei o foda-se e decidi mudá-lo, dando uma condição a mim mesma: dessa vez, esse espaço seria uma vontade, e não uma "obrigação". Então vamos lá.
Eu sempre estipulei uma certa ordem do que postar, sempre intercalando listas, análises de filmes/livros/animes, perfis de personagens, etc. Coloquei as postagens de compras e as de fotos como mensais. Bom, chega dessa frescura. Por mais que eu goste de mostrar algumas coisas, nem todo mês é $divertido$ o suficiente para manter essa rotina, e ficar só enchendo linguiça pra ter conteúdo é chato, e todo mundo percebe. Então, façamos assim: essas postagens não serão extintas, mas só aparecerão quando reunirem coisas bacanas o suficiente. Beleza, né? Melhor pra mim e melhor pra quem lê. *todos comemora*
Segunda mudança: as análises. Gente, eu amo as análises, principalmente as de animes. Também adoro as de filmes e o que mais consumo é livro, mas esses três temas têm algo em comum: pura falta de tempo para assistir/ler, e menos tempo ainda para escrever a respeito. Fora que, se já é difícil conseguir acompanhar, imagina encontrar algo de que valha a pena escrever, em tempos de tanto "mais do mesmo". Então, decidi que não vou mais me cobrar pra fazer essas resenhas com certa frequência. Ao invés de "preciso ver um filme pra fazer resenha", será "vou ver esse filme e, se der vontade, vou fazer uma resenha". Deu pra entender? Acho que sim, né? Ahém.
"Mas Letícia, então o que você vai postar? Sobre o que vai escrever?" É aí que entra a mudança, meu caro Watson. Com a minha nova rotina e os muitos planos que eu estou fazendo, toda a minha vida entrou na dança, e esse bloguinho vai entrar também. Vou contando o que rolar de novidade por aqui, e já adianto que tem muuuuuita coisa inesperada. Mas, só pra deixar vocês curiosos(as), vou deixar essa explicação pra outro post.
Err. Sim, eu sumi. Não, não vou justificar. Tá, vou sim, mas com a mesma ladainha de sempre: correria e mais correria. Mas não foi só isso, na verdade.
Bom, eu já tive um público fiel, mas deixei de ter. A maioria dos últimos posts não teve comentários, por culpa minha mesmo - eu não estava escrevendo com a mesma paixão de antigamente. E quanto menos escrevo, menos tenho acessos. E quanto menos acessos, menos escrevo. É um ciclo vicioso, e isso aliado ao ano mais louco e cansativo da minha vida (e também o melhor) fez com que eu me concentrasse mais em outras coisas, e deixasse esse cantinho de lado. E sim, pensei mais de uma vez em largar. Seria bem mais fácil escrever um post de despedida, fechar as portas e não ter mais que me preocupar com esse blog.
Mas não consegui fazer isso.
Esse final de ano promete ser o mais louco de todos, e 2016 promete ser ainda mais louco e maravilhoso que 2015. As novidades são fortíssimas, mas não vou contar ainda, ahém. Vou dizer apenas que vou voltar a postar aqui. Não tenho certeza da frequência. Não tenho certeza do que muda e do que fica. Não tenho certeza de ~nada~ sobre isso aqui. Mas vou tentar continuar, da melhor forma possível. E isso é uma promessa.
E que rufem os tambores, porque uma nova fase da minha vida vem aí.
Tá, não que eu seja velha (mas na verdade tô ficando velha, mesmo. Err). Não que eu seja a pessoa mais experiente e sábia do mundo - longe disso. Eu tenho momentos de birra e impaciência, momentos de imaturidade besta que me fazem ter vergonha de mim mesma. Mas é por ser autocrítica que eu consigo olhar para trás e ver o tanto que mudei, nos últimos anos. Há um ano atrás, por exemplo, eu estava em situação bem diferente da que eu me encontro hoje. Mas a mudança mais significativa foi na pessoa que eu me tornei, mesmo.
Não vou ficar aqui palestrando sobre tudo que me aconteceu pra mudar minha visão de mundo - até porque, se eu fosse contar tuuuudo mesmo, daria um livro ~não muito bom~, auheuaheuahea. Mas eu gosto de dividir um pouco da minha humilde evolução, e ao mesmo tempo refletir sobre o tanto de coisa que já rolou. E o melhor jeitinho foi contar as coisinhas que aprendi quando me tornei uma velha gagá. Apreciem. xD
*Eu sou uma pessoa de muita sorte
Adolescente é dramático e adora achar que se dá mal em tudo. Mas os dramas costumam ser as roupas caras que não podem comprar, a paixonite não correspondida, a matéria que vai mal na escola... Longe de mim dizer que essas coisas não são ruins, gente, até porque cada um sabe onde dói sua ferida. Mas a questão é que o amadurecimento faz a gente se dar conta de que essas coisas não são nada. Sério! A minha adolescência não teve o glamour dos filmes e minha vida não é flores e música o tempo todo, mas a verdade é que eu tenho e sempre tive muita sorte. Sabem por que? Porque eu sempre tive uma família ao meu lado e pais que não são perfeitos, mas que me amam e jamais me deixaram desamparada. Eu tenho saúde e nunca me machuquei sério. Nas minhas fases mais barra pesada, eu tive amigos incríveis que me ajudaram a me manter de pé. E, pra ser mais clichê ainda, eu tenho casa, comida e chance de estudar, e se levarmos em consideração que assim como nasci aqui, eu poderia ter nascido lá na Etiópia, isso é uma sorte do caramba, mesmo. Aliás, do jeito que tá o mundo, posso me considerar mega sortuda só por nunca ter sido assaltada e nunca ter sido encochada no ônibus.
*O mundo não vai te dar nada
Quando a gente é jovem, tem mania de achar que é invencível e que tudo vai dar certo - ainda que a gente não se mexa pra fazer as coisas acontecerem. Aí o tempo passa, a gente fica pra trás, e culpa o mundo, Deus, Buda, Ganesha e Lilith por nossa vida cruel. Besteira, gente. Independente da sua crença, ficar só rezando não vai te dar nada. Não vai cair do céu uma casa, um carro ou um diploma de faculdade nas suas mãos. Não adianta gastar o salário todo em porcaria, e depois reclamar que não consegue juntar dinheiro. Não adianta levar o emprego na brincadeira, e chiar porque não foi promovido. Não adianta passar a aula toda de papo, e culpar a "professora chata" pelas notas ruins. Essas coisas são bem óbvias, mas tem gente que só entende depois de levar muita porrada. Eu fui uma dessas pessoas.
*Você não tem o direito de julgar ninguém
Deve haver uma explicação científica pra isso, porque o fato é: o ser humano adooora apontar o dedo na cara dos outros. seja pra reclamar do atendimento de um vendedor, seja pra falar da "piranhagem" da vizinha. E sabem uma coisa que notei? As pessoas que mais julgam, geralmente são as mais erradas. Tipo o cara que chama quem tem um casamento aberto de imoral, mas trai a esposa sem o menor remorso. Ou a mulher que reclama do machismo do marido, mas só ensina a filha a fazer tarefas domésticas, enquanto o filho ganha tudo nas mãos. Ou a pessoa que vive na igreja ouvindo o pastor/padre/seja lá o que for falar em piedade e amor ao próximo, mas não tem o menor remorso em falar mal de um semelhante. Gente, essa é uma das coisas que me dão mais vergonha, mas eu muito fiz isso. Ainda que sem intenção eu já machuquei muita gente, e hoje vejo o quanto isso é errado. Hoje em dia não atiro pedras em ninguém antes de conhecer a história toda - aliás, nem conhecendo eu atiro, porque tenho plena consciência de que não sou um ser perfeito, e portanto não tenho esse direito.
*As coisas acontecem nas horas certas
Meu primeiro namoro durou anos, entre idas e vindas. E não época eu já pensava em casar e ter filho (podem acreditar), mesmo sem ter nem noção do que seria do meu futuro, e do que eu gostava de estudar e trabalhar. Sofri muito por não ter dado certo, mas depois de adulta percebi que ter dado errado foi a melhor coisa que me aconteceu. Aquele relacionamento era destrutivo, e se tivesse ido adiante, o estrago seria imenso. Na época em que acabou foi horrível, e cheguei a pensar que jamais conseguiria amar alguém novamente. Mas minha época de solteira foi a de mais aprendizado. Foi nessa época que pude me conhecer melhor, pude aprender coisas novas, pude viver uma juventude que eu ainda não tinha vivido e, principalmente, pude aprender a ser independente, porque nessa vida a gente nasce e morre sozinho. Estou em um relacionamento maravilhoso no momento, e ele só veio depois que me estabeleci em um bom emprego, voltei a estudar e comecei a levar meus objetivos a sério. A melhor fase da minha vida é agora. <3
*Você não precisa agradar ninguém
E quando digo ninguém, é ninguém mesmo. Nem mesmo seus pais. Claro que é preciso ser grata a eles e ajudá-los em tudo que você puder, mas ainda assim, a sua vida é apenas sua. Só você decide se quer se casar e ter uma família, independente de seus pais quererem netos ou não. Só você decide se quer se formar advogada ou ser uma estrela do rock, ainda que seus pais queiram que você seja médica. Só você decide se quer ser cristã ou wiccan, ainda que sua família toda seja evangélica. E se você quiser morar com um monte de pessoas e fazer sexo grupal com todas elas, isso é problema só seu - se você estiver vivendo a sua vida sem prejudicar ninguém, ela diz respeito apenas a você. E se alguém vier cagar regras e te colocar moral, mande tomar no cu. Simples assim.
*As pessoas que amamos não são eternas
Crescemos sabendo que a morte é a única certeza da vida, mas ainda assim parecemos não ter consciência de que ela pode acontecer a qualquer momento. A mesma sensação de invencibilidade da adolescência nos leva a pensar que nada de ruim vai acontecer com a gente, só com o vizinho, mesmo - e aí a gente perde um tempo precioso fazendo birra com quem a gente gosta, discutindo por coisas totalmente desnecessárias e deixando de visitar as pessoas por pura preguiça. Olha, gente, eu perdi muitas pessoas queridas nos últimos anos, e nenhuma dor se compara à de perder alguém que a gente ama para a morte - nem fim de namoro, nem perda de emprego, nem fim do seriado favorito ou derrota do time... nada. Mas nós não sabemos quando nossa família, nossos amigos ou mesmo nós vamos partir dessa para uma melhor, então a única solução é aproveitarmos todo o tempo que tivermos. Visitando nossos avós, curtindo muito com nossos amigos, e fazendo o que tivermos vontade. Valorizando as pessoas e sabendo abrir mão do orgulho e perdoar. Convivendo mais. Isso não vai tornar a dor menor, quando as pessoas forem embora. Mas ao menos vai te dar muito mais recordações boas, e a certeza de que viveu tudo que tinha que viver, ao lado dos entes queridos. ^.^
Que delícia escrever esse post, gente! É muito bom dividir isso com vocês, porque assim visualizo o quanto esses anos a mais me fizeram bem. Me dei conta de que hoje posso dizer que tenho absolutamente tudo, e que apesar das cicatrizes, sou uma pessoa feliz.
Espero que tenham gostado do post, e que ele faça com que vocês também reflitam e aprendam. :)
Eu não gosto de escrever sobre coisas tristes. Não gosto de expor meus sentimentos. Mantenho a duras penas essa minha fachada de iceberg, e só a Deusa sabe o quanto engolir o choro pode ser difícil, às vezes. Eu procuro levar sempre minha vida com um sorriso no rosto e uma piada sarcástica na ponta da língua, porque é a melhor forma de deixar tudo mais leve e mais fácil de se lidar.
Mas a saudade sempre bate nas horas mais inesperadas. Não nas horas ruins, mas nas felizes. Porque eu queria poder dividir essa felicidade. Porque eu sei que aquela pessoa vibraria com minhas conquistas, que os olhos dela brilhariam de orgulho.
Tia, já fazem dois anos e nove meses que você se foi, e deixou esse puta vazio que ficou aqui. E, caramba, quanta coisa aconteceu de lá pra cá! Muita coisa boa. Muita coisa ruim. Muita coisa que eu nunca imaginei que aconteceria. Muita coisa que eu esperava, mas ainda assim foi um choque quando rolou. Nesses quase três anos, acho que envelheci uns cinco. E amadureci uns dez. Não foi fácil. Não tá fácil. Nunca será fácil. Nunca vai passar.
Eu estou bem, sabe, tia? Bem como há muito tempo eu não ficava. Tomei um rumo na minha vida, um rumo que ainda não é definitivo, mas é marcante, um momento chave. Eu tenho um trabalho que eu adoro, eu sou valorizada. Eu estou amando estudar. Eu tenho uma pessoa incrível do meu lado, que me faz feliz pacas. Acho que a criança que eu era finalmente está tendo orgulho da adulta que eu me tornei, depois de muito tempo torcendo o nariz. Há um ano atrás, nem em sonho eu imaginaria que hoje estaria como estou. Mas só tem uma coisa que não muda: essa dor insuportável. E o que torna essa dor insuportável, é saber que ela vai me acompanhar - ou melhor, nos acompanhar - pelo resto da vida.
Você era uma pessoa simples, humilde, mas com uma coragem imensa, uma garra invejável, uma sinceridade quase absurda. Você dava a cara a tapa para defender a família, para me defender, você não se escondia, não fazia média. Você teve uma vida difícil desde a infância, mas a enfrentou sem arrependimentos. E essa sua vida foi curta, mas quanta gente ela marcou! Quantas vidas foram mudadas, graças a você. Isso é algo que só a gente sabe.
Eu ainda ouço sua voz nitidamente na minha cabeça, como se você estivesse falando diretamente comigo. Eu ainda tenho a impressão de que, se for à sua casa, você estará lá. Eu ainda falo seu nome no tempo presente, ainda que isso soe preocupante para algumas pessoas. Eu não admito quando colocam um "falecida/finada" à frente do seu nome, sempre imploro que não falem assim. E sei que pensam que é porque não aceito sua partida, mas não é isso. Apenas não quero que reduzam você a isso, ao seu estado imaterial. Você é você, e ponto.
Eu sinto sua falta todos os dias. Mesmo que eu não diga isso em voz alta. Mesmo que eu só chore para dentro, porque desde que eu era pequena o carimbo de "forte" que colocaram na minha testa me impede de chorar em público. Eu comemoro toda vez que sonho com você, porque sempre é muito real. Eu daria tudo para ter um poder estilo "Efeito Borboleta", nem que o usasse apenas para poder abraçar você de novo, uma única vez.
Eu queria você aqui do meu lado agora, tia. Eu queria poder dizer tudo isso pessoalmente.
Ai, ai... adoro essas minhas postagens que viraram "tradição". Aqui estamos nós, em mais um final de ano, mais um ciclo se encerrando (gosto de acreditar nisso) e dando chance para que coisas boas e novas aconteçam. Eu não sei quanto a vocês, mas por pior que as coisas sejam, eu sempre fico esperançosa, quando entramos na última semana de dezembro.
O melhor da vida está nas pequenas coisas, e pode estar
em uma paleta mexicana de morango com leite condensado.
Olha, 2014 não foi fácil por aqui. Pelo contrário, foi um ano bem pesado. Tive que largar a faculdade, perdi minha avó em fevereiro e meu avô (marido dela) seis meses depois. Meu padrasto passou 15 dias na UTI e escapou da luz branca por pouco, e uma prima muito querida não resistiu ao câncer e também partiu. Como podem ver, o negócio foi punk, e em muitos dias o desgaste emocional era tão grande, que era difícil levantar todos os dias e ir à luta. Mas é isso que a gente tem que fazer: continuar. Eu escolhi continuar, tô em paz, as coisas estão mudando, e eu não vejo a hora que 2015 chegue e minha vida finalmente aconteça.
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Decorações de Natal vistas por aí. 1. A Praça do Avião, linda
com os guarda-chuvas que me lembraram os amigos japas.
2 e 3. As "árvores" maravilhosas da biblioteca municipal. 4.Me
arrisquei ser lindamente assaltada pra tirar essa foto. 5. A sala daqui de casa.
Eu sei, eu sei, todo ano eu falo que vou mudar, que vou correr atrás, que vou fazer o caralho a quatro, e no final das contas sempre acabo assistindo animes e comendo brigadeiro (err). Mas gente, sério, não dava mais pra continuar como eu estava. Quer dizer, eu nunca fui infeliz, sempre gostei da minha vida, sempre tive quem me amasse e cuidasse de mim, sempre tive saúde. O que acho que aconteceu (e ainda acontece) comigo é a "Crise dos 20 anos" - porque as crises surgem cada vez mais cedo. A gente quer viajar, quer realizar todos os sonhos, quer ter uma vida maravilhosa, mas não entende que é preciso ralar pra conseguir isso. Ou melhor, até entende, mas não sabe exatamente por onde começar, se frustra por não conseguir de primeira, e aí acaba sempre emburrado e reclamando que "nada dá certo" (vai, confessem, vocês também dizem/disseram esse absurdo). Eu disse muuuuuito isso, e hoje reconheço que o que sempre me faltou foram umas boas chineladas. E quem me deu essas chineladas foi a vida, com um belo PÁH!, quando me dei conta de que o tempo está passando rápido, que os meus pais não são eternos, e que se eu não fizer algo por mim mesma, ninguém vai fazer, porque esse tipo de milagre só acontece em filmes natalinos. Então, que tal vocês me acompanharem nesse juramento? Vamos lá, ergam a mãozinha direita (e sem cruzar os dedinhos da esquerda):
Em 2015, reclamarei menos e agirei mais.
Panettone que ganhei da firma. ^.^
Editando o post de Natal. Era madrugada do dia 23 para o dia 24,
e eu estava quase dormindo sentada.
Momento "alooka do dia", com o visu do Natal.
Chega, né, galera? Passou da hora de virar gente grande. E um dos primeiros passos para essa mudança é ter objetivos. Eu nunca quis fazer listas de coisas a conquistar, justamente porque me frustro fácil, mas já que em 2015 TUDO dará certo, não há mais motivos para ter medo, e eu fiz. Para vocês lerem, é só clicar na aba Metas, ali no menu superior. Quem sabe vocês não se inspiram, e fazem uma também? :D
A lendária noite de Bêbado Secreto, mitando novamente.
PS: Eu e a Ly levando a Capetaria de São Jerônimo para o mundo! \o/
É isso, galera. Vou poupar vocês dos mimimis de sempre. Mas vou desejar que o ano novo seja maravilhoso com todos nós. Que quem está na pior, arranje força e consiga mudar as coisas. Que quem está na melhor, fique melhor ainda e consiga dividir a felicidade com outras pessoas. Que a violência e o ódio diminuam. Que mulheres, homossexuais, negros e pobres encontrem cada vez mais inclusão e menos injustiça. Que a política seja levada a sério, e o governo seja decente. Que mais e mais crianças tenham direito a educação, família e esperança de um futuro digno. Que o amor e a amizade sejam maiores que a inveja e o recalque. \ /
Não resisti, tive que fotografar a melancia que estava comendo
enquanto editava esse post. Me amem.
Agora, com licença, porque preciso correr pro trabalho, fazer minha parte, e voltar pra casa a tempo de ficar bem deeeva pra festa do Clã Amaral. De delineador gatinho, calcinha amarela e sutiã vermelho. Ahém.
Escrevi esse texto na última quinta-feira (06/11), pouco mais de uma hora depois de ler os dois últimos capítulos de Naruto Shippuden. Sim, após quinze anos de mangá, a série acabou, deixando fãs órfãos no mundo inteiro, lágrimas de emoção e sorrisos de felicidade nos rostos da maioria, e ao mesmo tempo um dolorido vazio no peito - aquele vazio que dá quando um ciclo de nossas vidas se encerra, o que é bom, mas ao mesmo tempo nos aperta o coração.
Desde que comecei esse blog, lá no final de 2011, escrevi vários textos sobre a série do Masashi Kishimoto. Personagens, casais, análises, e até um "amigo secreto" muito doido que acontece em toda semana de Natal, desde então (e sim, vou continuar fazendo). Mas apesar disso tudo, acho que nunca mencionei aqui como comecei a gostar de Naruto, e a importância que a história teve na minha vida. Como a maioria dos fãs, comecei a assistir/ler na adolescência, e cheguei à idade adulta acompanhando a série. Mas a minha "história" com Naruto não se limita apenas a isso.
Conheci Naruto em 2007, quando a série já estava bem avançada - foi quando o anime começou a ser exibido no SBT, e assisti um dos episódios de tanto ouvir os amigos e o namorado da época falarem (Observação 1: quando soltávamos cedo do colégio, eles comemoravam."Oba, vamos poder assistir Naruto hoje!" Hehehe. Observação 2: O primeiro episódio que assisti foi justamente aquele em que o Sasuke e o Naruto se "beijam" na sala de aula). No início não dei muita bola. Assisti Pokémon na infância, mas aos 16 anos eu não era ligada na cultura japonesa. Mas aquele primeiro contato foi fundamente para o que aconteceria posteriormente, três anos depois, quando minha vida virou de pernas pro ar. Com um namoro desfeito de forma traumática, uma perda na família, uma desilusão no emprego e a depressão tomando conta de mim, Naruto foi um dos maiores responsáveis por eu não ter enlouquecido. Em casa, chorando dia e noite, desmotivada e tendo só o computador e o DVD como companhia (até porque eu não queria outras companhias), consegui todos os episódios da série clássica, gravados em DVD por um amigo e copiados por mim. Na época, eu ainda nem sabia da existência da versãoShippuden, e foi assistindo o Clássico exaustivamente - e isso inclui todos os filler e especiais -, até acabar, que me vi completamente apaixonada/obcecada pelo mundo do ninja loiro e de seus companheiros. Foi ali que desejei ter amigos como eles. Foi ali que desejei um professor como o Kakashi. Foi ali que reconheci na tímida Hinata muito da minha personalidade da época, frágil, insegura e com muita vontade de mudar, mas sem saber por onde começar. E assim como ela via na persona Naruto uma inspiração, eu via isso na série como um todo. E após terminar o Clássico, parti pros mangás e pro Shippuden. Vi minha paixão não só aumentar, mas se expandir em outras direções, me fazendo não só ler loucamente fanfics da série (e foi assim que comecei a gostar de casais que antes nem me passavam pela cabeça), mas também procurar outros animes e pegar um gosto tão grande por esse mundo, que me tornei uma otaku de verdade. E me tornando uma otaku, eu, que antes tinha a sensação de não me encaixar em nenhum grupo, finalmente encontrei meu lugar no mundo. Para quem lê, pode parecer bobo e piegas eu dizer isso, mas quem tem uma história semelhante com Naruto ou com qualquer outra série vai me entender. Então Naruto foi uma válvula de escape que tive em uma época ruim, certo? Certo, foi isso mesmo. Mas foi tão MAIS do que isso, que hoje que sou adulta - ainda com meus dias de crise, mas com certeza muito mais forte e segura do que aos 18,19 anos -, posso bater no meu peito e dizer, com todas as letras, que esse mangá/anime me fez ir pra frente. Fez eu ir atrás e assumir coisas que só eu gostava, enquanto as pessoas ao meu redor só assistiam novelas e ouviam funk e pagode. Me estimulou a ficar de pé, ao ver todos aqueles personagens tão jovens lutando para crescerem e realizarem seus sonhos. Me ajudou a ver que, no final das contas, meus problemas não eram nada. Me deu vários dias e noites de alegria, em uma época em que só chocolate me deixava feliz. Me fez ir atrás de blogs sobre o assunto (o que me estimulou a criar o meu) e me apresentou aos eventos de cultura japonesa, de onde nunca mais saí. E me iniciou também como uma escritora amadora, quando vi em seus personagens um começo que eu precisava (obrigada, mundo das fanfics!).
O final foi lindo. Tem gente chiando? Tem. O final foi perfeito? Depende do ponto de vista. Deixou pontas soltas? Deixou, e essas pontas provavelmente serão amarradas no filme The Last, que chegará aqui no ano que vem. Tem muita gente reclamando da ausência de beijos, mas, sinceramente... Naruto é um shounen, e estou agradavelmente surpresa só pelo fato de tantos casais super queridos do público terem sido oficializados nesse derradeiro capítulo 700, com direito a cenas do futuro e um monte filhos liiiindoooos <3. Eu reclamei SIM da morte do Neji (e vou morrer reclamando, sorry), queria sim um romance entre ele e Hinata, mas... NaruHina, pra mim, foi o começo de tudo, então sempre tive um carinho imenso por esse shipper, sempre vibrava quando surgia alguma esperança para os dois (ainda quem em silêncio, rsrsrs...), e ESTOU SIM MUITO FELIZ POR NARUHINA TER ACONTECIDO. Feliz pelo Naruto, que se tornou hokage e construiu uma família linda, com uma garota incrível. Feliz pela Hinata, que conseguiu conquistar o grande amor da vida dela. E, cacete, fiquei feliz até pelo Sasuke e pela Sakura, que depois de terem a relação mais conturbada da série, também acabaram caindo nos braços um do outro e tendo uma filhinha (mas admito que é meio difícil engolir a Sakura ter perdoado o Sasuke. Enfim, espero que isso tenha algum destaque no filme). Fiquei toda a boba ao ver a filha da Ino com o Sai, pasma ao ver uma filha do Chouji com a Karui(!), e vibrei muuuuuuito ao ver ShikaTema acontecendo e também tendo um herdeiro (desculpem, gente, eu chorei lendo o capítulo e chorei de novo escrevendo esse texto .Podem rir da minha cara). Fiquei surpresa ao ver que o filho da Kurenai e do Asuma na verdade era uma filha, e super orgulhosa ao ver o Kakashi assumindo e honrando o lugar de hokage. Fui às lágrimas com a página em que Hinata levou a filha fofíssima para visitar o túmulo do Neji. Ri a beça ao ver o filho de Naruto e Hinata vandalizando a escultura do próprio pai (esse Kishimoto Boruto é muito zoeiro). Gargalhei com o Lee e o filho dele, e com a Tenten não conseguindo vender as armas dela porque "o mundo se tornou muito pacífico". Fiquei de queixo caído com a ~evolução estética~ do Kiba, levantei uma sobrancelha ao ver o Shino, e estranhei ver o Gaara sorrindo, auehauehuaheuaheu. E amei ver Naruto e Sasuke se reconciliando. Porra, gente, esse post tá assim, com esse amontoado de palavras, essa confusa mistura de sentimentos com spoilers, porque é assim que estou no momento: sentindo tanta coisa, que mal consigo administrar e colocar pra fora. Eu realmente vou guardar esse final para sempre, e dividi-lo com vocês é mais uma forma de eternizá-lo. :´)
Naruto, obrigada por ter me ajudado a me levantar, quando eu estava quase no fundo do poço. Obrigada por ter me conquistado e me tornado uma fã apaixonadíssima. Obrigada por ter me transformado em uma fanfiqueira, e me mostrado o quando eu amo escrever. Obrigada por ter me apresentado a Death Note, Code Geass, Trinity Blood, Vampire Knight, Steins Gate, e a todos os vários animes que assisti depois, graças à sua influência. Obrigada por ter aliviado a tensão do meu conturbado final de adolescência. Obrigada Naruto, Hinata, Kakashi, Sasuke, Sakura, Neji, Shikamaru, Temari, Ino, Jiraya, Tsunade, Orochimaru, Minato, Kushina, Lee, Gai, Konan, Nagato, Itachi (<3)... Obrigada a todos os personagens, e principalmente ao Tio Kishi, por ter criado essa série incrível. Obrigada a todos vocês. Vocês me tornaram quem eu sou hoje.
*Vídeos encontrados no YouTube. As imagens são dos mangás 699 e 700 de Naruto Shippuden, e foram copiadas do site Central de Mangás.
Quem acompanha meu Twitter conhece os meus ideais e as causas pelas quais eu luto. Poucos amigos meus tem Twitter, e mais poucos ainda concordam com os meus valores. Esses amigos já notaram que eu tenho entrado bem menos no Facebook, e vivem questionando por quê eu "tô sumida" (sim, chegamos à época em que não ter Facebook torna a pessoa um eremita).Quem me segue no Twitter, sendo ou não sendo amigo, provavelmente entende o porquê de eu estar tão de bode com a rede social mais famosa do mundo.
O caso é que desanimei. Eu sou feminista, sou militante, sou contra o racismo, sou a favor da liberdade, do casamento gay, da legalização da maconha, da legalização do aborto, e qualquer pessoa que me conheça e tenha uma visão mais prática e menos hipócrita da vida sabe quais são os motivos. Quanto mais eu estudo essas causas, mais apaixonada por elas eu fico, e mais vontade eu tenho de compartilhar tudo isso. Em contrapartida, as pessoas mais próximas a mim parecem se tornar cada vez mais conservadoras, mais intolerantes. E ver pessoas que você ama agindo com tão pouca empatia dói demais, gente. Dói a ponto de fazer desanimar, e desistir de abrir a cabeça alheia. Tem gente que nasceu pra viver fechada em seu mundinho, e vai ser assim até morrer.
O Facebook virou a casa dos reaças. Se você duvida disso, compartilhe alguma imagem dizendo ser a favor da legalização do aborto, por exemplo. O fato de ser a favor não quer dizer que a pessoa tenha feito ou pretenda fazer um (eu mesma não faria de jeito nenhum), mas sim que você tem uma visão clara o suficiente pra enxergar que chamar os pró-legalização de assassinos NÃO vai salvar os fetos. Aborto não é a coisa divertida que muita gente pensa que é. Ninguém deixa de se cuidar pensando que "depois é só fazer um aborto". E no Brasil, apesar de ser crime, continua sendo feito, todos os dias. E a criminalização se torna não uma forma de impedir que bebês sejam mortos e/ou punir "vadias assassinas", mas sim uma divisão de classes. As que têm condições de bancar um procedimento seguro viajam, fazem e nada acontece. As pobres e desesperadas, que se furam com cabides, morrem. Morrem, porque se forem a um hospital quando a hemorragia começar, correm o risco de serem presas. Ou seja, a criminalização do aborto é burra, estúpida, porque além de não impedir as mortes dos fetos, só pune as mulheres humildes - as ricas tocam a vida, e ninguém fica sabendo. But, voltando ao assunto do Facebook: Posta uma imagem se dizendo a favor da legalização do aborto, e vai sair gente até do inferno pra te chamar de vadia, vagabunda, assassina, te desejando uma morte dolorosa e te mandando "fechar as pernas", como se fazer sexo fosse a pior coisa que você pudesse fazer (e explica pra eles que você não fez e nunca fará um aborto: não adianta. "Sua puta abortista!", eles dizem). Não adianta dar todos os argumentos para ser a favor que eu citei acima. Se você é a favor da legalização do aborto, é assassino(a) de criancinhas. E os conservadores não vão te deixar em paz. Mesmo que sejam seus amigos e/ou familiares. Mesmo que você respire fundo e fique quieta cada vez que eles soltam uma piadinha machista e misógina, justamente para não brigar com quem você gosta. Eles estão tão enraizados em sua própria toca, que não admitem de jeito nenhum que essa toca pode estar contaminada.
A poucos dias também comentei no Twitter a questão da religião. Gente que é contra o casamento gay porque "está na Bíblia que Deus não permite"(!). Ok, você é religioso, e Deus não permite. Beleza, então não se case com alguém do mesmo sexo, e ganhe seu paraíso. Mas e os ateus? E os agnósticos? E os que acreditam em Deus, mas não acreditam que ele seja esse reaça intolerante que a Igreja vende? Se eles forem homossexuais, não podem se casar com quem amam porque o SEU Deus não permite? Oi? Essas pessoas pagam os mesmos impostos que você paga, não pagam? (A não ser que você seja um líder religioso. Se você for, sua igreja tem o privilégio de não pagar. Pois é). Se o gay paga os mesmos impostos que eu, por que ele não pode ter os mesmos direitos que eu?
E ainda tem os que falam da "Heterofobia" e da "Ditadura Gay". Quando ouço/leio isso, não sei se dou risada, choro ou vomito. Cara, algum gay já te bateu com um porrete, dizendo que você tem que "virar gay"? Algum gay já te falou que casamento hétero é um absurdo e deve ser crime? Algum gay já disse que você não pode ter filhos, porque pode passar sua "heterozisse" (oi, palavra inventada) pra eles? Algum gay já te disse que você beijar seu companheiro(a) (um beijo, um ato de AMOR) o deixa ofendido? Algum hétero já foi morto por uma gangue de gays, e teve seu corpo deixado com um bilhete na boca, escrito "vamos exterminar essa praga"? Bom, ISSO é violência, ISSO é ditadura, ISSO é fobia. E, olhem que coisa, é isso que os héteros fazem com os gays, e não o contrário. Mas poste um texto explicando tudo isso lá no Facebook, e vai chover gente falando de Deus (e foda-se se você é ateu ou bruxo), dizendo que ser gay virou moda, vai acabar com a família e exterminar a raça humana (!!!). Mais uma vez, não interessa se você ignora as piadinhas homofóbicas que eles postam, para evitar brigas e mágoas. Você pensa diferente, então os reaças e conservadores (redundância) não vão te deixar em paz.
Sim, gente, é por isso que só posto opiniões no Twitter e no blog, e mesmo aqui sei que corro o risco de perder seguidores, ao expor essas opiniões. Mas ao menos aqui é o meu espaço, é onde eu posso desabafar sem correr o risco de transformar em um viral e vir gente até de onde o ninja perdeu o hitaiate pra me xingar. É o blog que pode me trazer discussões construtivas, e não um monte de gente me tacando pedra por ser feminista, apesar de nunca ter se dado ao trabalho de estudar o que é realmente o Feminismo. Já que o Facebook virou uma casa de reaças em que qualquer opinião divergente te faz ser enforcada em praça pública, lá virou o meu lugar de postar só fotos de festas e de animais fofinhos, já que o brasileiro só gosta de coisas bonitinhas, só ama a Deus, é 100% honesto o tempo todo, não tem pensamentos impuros e nunca aconselhou a amiga com suspeita de gravidez a tomar chá de canela, e por isso tem todo o direito de chamar os pró-legalização do aborto de "Assassinos". Se o Facebook é o lugar de toda essa gente boazinha, vou ficar no Twitter e na blogosfera, que é o lugar dos que são maus, mas não mentem.
Como disse Luís Fernando Veríssimo, só pode ter sido um erro do juíz, expulsar Fernandão tão cedo do campo da vida. De forma trágica, cruel e repentina, a nação colorada teve seu maior ídolo arrancando de si. E em pleno sábado pela manhã, fui acordada por uma notícia que de início pensei que fosse mentira - ou melhor, que eu queria que fosse mentira. Mais um acidente grave e fatal levou uma pessoa de bem. E assim como todos os meus conterrâneos gaúchos, eu me entristeci. E acompanhei as notícia que pipocavam a cada segundo, não só na TV, mas nas redes sociais. Milhares de pessoas levando flores e posters ao Beira Rio, o estádio do Sport Club Internacional. Colegas e amigos, aos prantos, sendo entrevistados pelas emissoras de televisão. Fãs postando as fotos que tiveram o privilégio de tirar com o ídolo. E a hash-tag #LutoFernandão ficando o dia todo entre Tt's mundias, no Twitter.
A dor pela morte de Fernandão, capitão do Internacional que comandou o time quando este foi Campeão do Mundo, em 2006, não abalou só o Rio Grande do Sul e Goiás, sua terra natal.O Brasil inteiro chorou e até o resto do mundo sentiu, o que mostra apenas um terço da importância que essa pessoa incrível tinha. A homenagem mais significativa ainda estava por vir. E o Grêmio, rival do Internacional a mais de um século, estendeu a mão e deu força, fazendo assim um dos momentos mais bonitos da história do futebol gaúcho. Manifestos de apoio que começaram nas páginas virtuais do time e se estenderam ao luto. A bandeira do Inter, no estádio Beira Rio, estava a meio mastro. E a do Grêmio, no Estádio Arena, também.
E ontem à noite, no horário da missa em homenagem à Fernandão, eu, colorada, fiquei de queixo caído. Fernandão, na morte, mais uma vez provou que não era "apenas um jogador", e fez algo que colorados e gremistas nunca imaginaram que veriam um dia: O Estádio Beira Rio foi pintado de vermelho e azul, unindo sua cor com a cor do Grêmio. Algo que jamais foi visto, e dificilmente será visto de novo. Uma das rivalidades mais ferrenhas do Brasil foi deixada de lado, me dando, além da sensação de agradecimento pelas atitudes lindas do Grêmio, mais um motivo para ter orgulho de ser gaúcha. Um orgulho imenso.
Talvez o meu maior desejo no momento - não só meu, mas da maioria dos colorados e gremistas que choraram a morte de Fernandão - seja que esse fim de semana entre para a história não só pela morte do herói do time, mas também pelo dia que marcou de fato o final de uma rivalidade, para sempre. O dia em que a rivalidade passou a ser apenas nos campos, como deve ser. O dia em que as brigas violentas entre as torcidas acabaram, e pais puderam levar suas crianças para assistir um GreNal no estádio, para se emocionarem tendo certeza de que voltarão para casa felizes e inteiros, sem serem vítimas de agressões e/ou balas perdidas.
Graças a Fernandão, esse cara formidável como profissional e pessoa, o único capaz de colorir o Beira Rio de azul e vermelho, nós podemos acreditar nisso.
À esquerda, Fernandão com a camisa do Goiás, clube que o revelou.
Oiiiii!
Galerinha, vocês devem ter notado que eu sumi, né? Pois é, ultimamente a minha casa anda um verdadeiro pandemônio (pra usar uma palavra bonita :P). Estamos trocando os pisos e pintando as paredes, e no momento o meu quarto está desmontado (snif...) e eu estou aboletada no quartinho de hóspedes, com meu maravilhoso colchão king-size ocupando o cômodo todo. xD
Porém, não foi por isso que não atualizei. Realmente, a desordem atrapalha, mas eu tenho três postagens semi-prontas na cabeça, e soltei cedo do trabalho em alguns dias, na última semana. Porém, não consegui postar, porque as imagens não carregam :(. Não sei o que tá acontecendo no Blogspot, ou se a culpa é da minha internet Claro 3G ~podre~, mas o fato é que simplesmente não consegui colocar nenhuma foto, quando tentei postar. Como não abro mão de ilustrar os meus posts, acabei desistindo e decidi explicar pra vocês a situação, já que não sei qual é o problema, e nem sei como resolver. Isso tá acontecendo ou já aconteceu com mais alguém da Blogosfera? Alguém aí tem alguma dica pra me dar?
Enfim, tirando esses percalços, minha vida anda bastante agitada, também, em todos os setores xD. Vou inclusive contar um segredinho nada secreto aqui: Quase comecei a namorar. Digo quase, porque pulei fora. Err. Bom, o que dizer de alguém que te aborda no meio do mercado pra pedir seu telefone e dizer que você é linda? Bonitinho, né? Pois é, saí com o dito-cujo, e depois do primeiro beijo ele já me pediu em namoro! Ok, pode parecer romântico, mas pra mim, que tenho o coração de pedra das mulheres da família Amaral, é precipitação, mesmo. Falei que queria ir com mais calma, claro, e aí o gatinho disse que ia fazer de tudo pra me conquistar. Certo, fofo. Continuamos ficando direto, e nessa brincadeira já passou quase um mês.
Bom, tenho o meu lado romântico enrustido, então pensei: "Vou dar uma chance, vai que ele seja o lobo mau da minha vida?" (Sim, lobo mau. Não gosto de príncipes e nem acredito neles. Ahém). Mas a coisa começou a embandeirar quando o bonitão quis bancar o possessivo e mandão pra cima de mim. Oi? Justo pra cima de mim, que sou feminista roxa e prezo a liberdade acima de tudo? Comigo não, né, violão... A coisa ficou ainda pior quando o querido se atreveu a implicar com meus amigos. O dia que ele conheceu meu BBF foi hilário (entendedores entenderão xD). Foi por puro acaso, já que eu e o bofe estávamos passeando pelo centro da cidade, e passamos pelo dito, que nesse momento estava indo pra Faculdade e andava calmamente com sua mochila, All-Stars e fones de ouvido. O caso é que, quando me viu, ele fez o mesmo que sempre faz: Sorriu, abriu os braços e veio na minha direção. E eu também sorri e corri pra abraçá-lo, obviamente. E nisso o meu "apaixonado" fechou a cara. Apresentei os dois, e foi engraçadíssimo vê-los se cumprimentando com um aperto de mão, formalmente, e ao mesmo tempo se analisando, feito dois leões disputando território (hehehe.).
O caso é que o meu BFF - que também é meu super-herói e me protege como um autêntico irmão mais velho (xD) - não pode ser culpado em nenhum momento, já que desde o início quis se aproximar do cara, conhecê-lo melhor, e várias vezes o convidou para nossas reuniõezinhas com a turma, que acontecem na casa dele, nosso QG. Aí o bonitão dizia que ia, mas na hora dava uma desculpa, e eu ficava com cara de taxo -_-. Fora que ele tinha ciúmes dos meus outros amigos também, e várias vezes deu a entender que ia tentar me "podar", quando namorássemos. Chegou a dizer, inclusive, que seria "o cara que ia me colocar regras". Eu, com a calma e frieza de um Uchiha, respondi: "Você pode até me colocar regras, mas isso não significa que vou segui-las." (deeeeeentroooo!!!!!!!!!!) Enfim, a gota d'água foi na última sexta-feira: O BFF me convidou pra beber na casa dele, já que estaria sozinho. E eu, já com a certeza de que ele ia mais uma vez dar desculpa e não ir, mandei a SMS convidando o bonitão. Bem, foi quase isso. Ele simplesmente não respondeu, embora o meu próprio BFF tenha mandado outras mensagens em meu nome, convidando de novo (primeiro ele quis mandar uma SMS xingando o cara de todos os palavrões possíveis, mas eu não deixei, kkkkkkkkkk). O resultado é que eu e o BFF ficamos a noite toda bebendo, ouvindo música e dando risada. Saldo: Positivo. Por mais que eu estivesse curtindo a companhia do cara, tudo isso serviu pra que eu percebesse que ele é um completo babaca. Porra, o cara diz que gosta da menina e vai fazer tudo para conquistá-la, mas esnoba os amigos dela, e ainda marca a bobeira de deixá-la justo com quem mais tem ciúme? Oi? Ou o mais provável: Ele queria que eu deixasse de ir, se ele não fosse. E isso, meus caros, never. Não troco nenhum dos meus amigos, por namorado NENHUM. Outra coisa positiva: É muito bom pra uma mulher, ter vários amigos homens. Eles não só te defendem quando necessário, como te ensinam todas as malandragens que um cara faz pra levar você pra cama. Se não fosse pelos conselhos do BFF e dos outros meninos, talvez eu tivesse acabado caindo na lábia do cara, pois eu sou um ser humano, afinal. E eu com certeza me arrependeria, pois analisando friamente, lembro que ele disse e fez escrotices impublicáveis, na tentativa de me "seduzir" o.O... Graças à minha intuição e aos meus "Seguranças", me livrei de uma furada, de algo que talvez fosse até perigoso.
Ok, fiz um diário, vocês provavelmente estão olhando esse texto com cara de "WTF?!", e de saco cheio de ter que ler essa autobiografia que ninguém pediu. Err. Mas já que não estou podendo postar normalmente e estava com saudade do meu Blog, decidi contar essa minha experiência, me julguem, u.u. Nem sei quando vou voltar a postar normalmente, mas agora vocês ao menos sabem o motivo, e não vão achar que os abandonei, ou que fui assassinada, sequestrada ou abduzida por alienígenas. xD
Bejinhos, até a próxima. E podem rir das minhas trapalhadas amorosas, eu não ligo. xD
Você, leitor, já parou pra pensar na estupidez que é a vida?
Nos últimos tempos eu andava tendo pensamentos desse tipo, e algo que aconteceu recentemente me fez ter ainda mais certeza de que a vida é uma coisa estúpida e injusta.
Imagine a situação: Uma mulher que perdeu a mãe muito cedo e, juntamente ao irmão mais velho e ao pai, ajudou a criar seus outros três irmãos mais novos. Ela começou a trabalhar jovem, para ajudá-los - a família era humilde - e durante toda a sua vida ela se dedicou à sua família. E, além disso tudo, ela sempre foi uma pessoa boa. Se você não tivesse o que vestir, ela tirava a própria roupa e lhe dava. Se você não tivesse o que comer, ela lhe dava do próprio prato. Tinha defeitos, como qualquer pessoa. Mas ela sempre foi forte. Sempre teve a força de quem desde a infância mata dois leões por dia.
Ela aproveitou a vida a seu modo, trabalhando e cuidando dos irmãos, mas sem deixar seus amigos de lado. Casou-se aos 38 anos e foi a noiva mais linda já vista. Decepcionou-se ao saber que não poderia ter filhos. Mas ela é bem mais do que isso. Seu coração foi grande e nobre o suficiente para adotar uma recém-nascida linda. E três anos depois, ao saber que a mãe biológica dessa menina havia engravidado novamente, adotou esse outro bebê também - um menino lindo. Esse menino veio com problemas de saúde, e vivia assustando seus pais. Mas essa mãe segurou isso. Cumpriu com maestria sua missão de educar suas crianças. Por mais que eles a enlouquecesserm às vezes. Por mais que dormisse praticamente sentada, cuidando de seu menino doente. Por mais que trabalhasse feitou moura, para sustentá-los. E, mesmo com as dificuldades, ela mantinha um sorriso no rosto. Cuidava não só de seus filhos, mas também das duas sobrinhas pequenas, filhas de suas irmãs mais novas.
E com o tempo tudo foi melhorando. Ela estava prestes a se aposentar. Estava reformando sua casa. Seu filho está praticamente curado de sua doença. Sua filha está crescendo. Mas como sempre, a vida mostrou sua estupidez da pior forma possível.
E em uma quarta-feira de sol, ao sair do prédio onde ela trabalhava, ela deixou esse Mundo, sem ao menos se dar conta do que estava acontecendo.
É esse tipo de coisa que acontece, quando um babaca é imprudente. E assim mais pessoas são atingidas por caminhonetes deslizando em ladeiras, motocicletas desgovernadas, carros com motoristas alcoolizados, e tantas outras variações. E quando uma pessoa morre, não é apenas uma vida se acabando. São duas crianças tendo a mãe arrancada de si. É um marido sozinho e desesperado. São sobrinhos chorando aos gritos por terem perdido alguém que os amava feito filhos. São três irmãos perdendo mais um pedaço deles. É um pai enterrando o segundo filho em um intervalo de três anos. São primos sofrendo uma perda dolorosa. São amigos perdendo alguém especial. É uma família inteira desmembrada e em estado de choque.
Steve Jobs certa vez disse: "A morte é a maior invenção da vida." Se me permitem a ousadia, farei minha própria versão dessa frase: A morte é a maior idiotice, a maior injustiça da vida. Sei que ela deve acontecer, e acontece de uma forma ou de outra. Mas nessas circunstâncias, é pra desatinar até o mais frio dos seres humanos. Mas se Deus existe, há de dar paz e consolo a essa Alma, que nos deixou cedo demais, e de forma errada demais.
(Texto em homenagem a minha Tia, Maria Jeruza Amaral Jung, falecida no dia 28/11/2012, aos 51 anos, vítima de atropelamento em POA. Descanse em paz, Tia. E de onde estiver, saiba que nada no mundo irá retribuir tudo o que você fez por nós).